O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de
Entidades com Fins Públicos - SINTAP reuniu com a secretária regional Rafaela
Fernandes, com vista a discutir o subsídio de risco e a revisão da carreira da
Polícia Florestal.

“Os nossos objectivos prendem-se com uma revalorização e
reestruturação da carreira, por forma a garantir uma maior atractividade de
ingresso, permitindo atrair um maior número de candidatos, assim como encontrar
os melhores mecanismos que garantam uma justa posição indiciária em função da
experiência adquirida”.

Em nota à imprensa, o SINTAP defende que a carreira deverá
iniciar-se num índice superior ao actual e equivalente aos previstos para as
carreiras policiais. “Pensamos que a Sr.ª Secretária converge connosco nestes
princípios e acordamos que até final de Agosto, princípio de Setembro, teremos
propostas concretas para trabalharmos”.

Entendem ainda que deverá ser construído um mecanismo de
ajustamento que permita que na sua transição, seja respeitada a experiência e a
diferenciação salarial, não colocando os mais antigos em posição idêntica aos
novos ingressos.

No que concerne à criação do subsídio de risco, que deverá
ser equivalente ao previsto para as outras Forças Policiais. Como é sabido o
valor de base proposto é de pelo menos 300 euros. “Nesta matéria a Secretaria
Regional não se compromete com um valor, desde já, mas concordou com a criação
desse subsídio”.

Foi ainda discutido o reforço dos efectivos para esta
corporação, mas também uma necessária reserva de recrutamento para fazer face a
necessidades, cada vez mais exigentes na procura de um reforço de qualidade nos
serviços prestados.

“Pese na reunião, termos abordado, também, aspectos
relativos à criação da Carreira Especial de Medico Veterinário, da
revalorização da Carreira de Vigilante da Natureza, assim como, das matérias de
contratação coletiva da GESBA e da ARM, daremos oportunamente mais informações
sobre estas temáticas”, assumiu o SINTAP.