O secretário
regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, confirmou, esta tarde, no
parlamento, que o executivo madeirense está a rever a regulamentação relativa
às operações de socorro e resgate e que uma das medidas em preparação é a imputação
de custos de serviços prestados no âmbito da protecção civil aos cidadãos que se
colocam de forma negligente em situação de perigo.

A resposta
surgiu na sequência de uma questão colocada por Miguel Castro (Chega), que
queria saber por que motivo os turistas não pagam os recursos públicos que são
empenhados no seu resgate, dando o exemplo das operações que envolvem a
utilização do helicóptero.

Pedro Ramos
assumiu que “todo o socorro e resgate em percursos não recomendados terá de ser
feito de outra forma” e afirmou que é preciso responsabilizar os turistas que “não
respeitam a sinalética e as regras”. “Esse resgate vai ser pago. Nos últimos
seis meses [deste ano] esperamos introduzir uma série de medidas”, completou o
secretário regional.