O Museu Etnográfico da Madeira (MEM), espaço tutelado pela
Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura, através da Direcção Regional
da Cultura, promove um novo projecto turístico-cultural com a 'Biqueira', já a
partir desta quinta-feira, dia 18 de Julho.
Intitulado 'Sabores no Museu', o projecto baseia-se numa
experiência gastronómica, aliada à exploração museológica da cultura popular
regional, em parceria com a Associação Atremar a Ilha, com o qual se pretende
valorizar e dar a conhecer as colecções do museu e a gastronomia tradicional
genuína da Região.
Este projecto terá lugar na terceira semana de cada mês, entre
os meses de Julho e Novembro de 2024 e destina-se a todos os visitantes, com um
número limite de 50 participantes. O primeiro evento terá lugar já no dia 18 de Julho, pelas 11h30, sendo que a receita escolhida para esta estreia foi a de
sopa de lapas.
Nas iniciativas, após uma visita guiada ao museu, os grupos
poderão usufruir de uma oficina de culinária tradicional, orientada por Sandra
Cardoso, mais conhecida como a 'Biqueira'. Da oficina, faz parte a exibição de
um pequeno filme, sobre o prato a ser confecionado, contextualizando-o,
culturalmente, seguindo-se de uma prova.
As inscrições deverão ser efetuadas, previamente, através dos
seguintes contatos: [email protected] ou telefone número 291 145 326.
Quem é a Biqueira?
“A Biqueira começou
a andar de roda das panelas já em buzica. Aprendeu com a suas avós receitas do
antigamente e hoje quer amostrar a amecês como a comida madeirense é gostosa, e
como não é preciso muito para pôr um biqueiro a lamber ui beiços".
A Atremar a
Ilha é uma Associação Cultural e Recreativa, sem fins lucrativos, que tem como
missão recolher, divulgar e promover as tradições rurais da Região Autónoma da
Madeira. Segundo os seus responsáveis, “querem, através da gastronomia
regional, reavivar tradições e costumes que fazem parte do que é ser
madeirense.”
Os pequenos
documentários que serão apresentados nestes eventos,
resultam do levantamento de receitas familiares, que incluem “histórias de
vida” e visam registar e perpetuar o património gastronómico da ilha e a
identidade de povo ilhéu.