A decisão já está tomada e deverá
ser implementada até final deste ano. Assim que estiver ultrapassada a fase do
governo de gestão, com a aprovação do Orçamento Regional, o Executivo
madeirense deverá colocar em marcha um projecto com alguma dimensão e grande
investimento financeiro, através do Instituto das Florestas e Conservação da
Natureza (IFCN), quem implica, entre outros aspectos, a criação de um passadiço
ao longo do percurso da Ponta de São Lourenço.

Esta é apenas uma das medidas que
se incluir num pacote mais lato que já foi submetido à validação do Conselho de
Governo, conforme deu conta Miguel Albuquerque, à margem da cerimónia comemorativa
dos 10 anos do Observatório Oceânico da Madeira e da apresentação do veículo de
superfície não tripulado (DriX ou ‘drone marítimo’) que a ARDITI adquiriu, o com verbas do PRR.

Mas foi Rafaela Fernandes quem
explicou aos jornalistas o que conta o Executivo fazer na Ponta de São Lourenço.
“A Ponta de São Lourenço é umas das áreas prioritárias de intervenção, ultrapassada
esta fase do governo em gestão, onde será feito um grande investimento por
parte do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza para criar um
alinhamento de realização daquele percurso”, disse a secretária regional de
Agricultura, Pescas e Ambiente, dando como comparativo “os passadiços quando
atravessamos as dunas do Porto Santo”.

Rafaela Fernandes compara a solução pensada para a Ponta de São Lourenço aos passadiços que foram colocados nas dunas do Porto Santo. 
Rafaela Fernandes compara a solução pensada para a Ponta de São Lourenço aos passadiços que foram colocados nas dunas do Porto Santo., Foto Porjecto Life Dunas

A intervenção é justificada com “motivos
de segurança” dos utilizadores, face ao que classifica de “indisciplina” dos
visitantes daquele espaço, mas, também, com “um imperativo ambiental”, evitando
a “destruição do que lá existe”.

Rafaela Fernandes esclarece que,
com a criação desta espécie de passadiço, não vai ser betonizado o trajecto,
vão, antes, ser criadas condições para que o percurso seja percorrido com maior
segurança e preservando os ecossistemas ali existentes, “por forma a que as
pessoas entendam que ir à Ponta de São Lourenço é como entrar num museu, onde
existem regras de circulação”, garantindo um usufruto mais tranquilo de todo o passeio.

A ideia é lançar, ainda este ano,
todo o procedimento concursal para o projecto, cujo resultado, entende a governante, “vai
melhorar significativamente toda a visitação nesta área”.

A secretária regional que tem a
tutela dos espaços naturais da Região reforçou, ainda, que o pagamento naquele
percurso vai passar a ser obrigatório, ao invés da condição de aconselhado como
tem sido prática até ao momento.