A
secretária regional de Agricultura, Pescas e Ambiente, Rafaela Fernandes, juntamente com a sua equipa reuniu-se com armadores da apanha de lapa para
abordar algumas preocupações apresentadas por estes profissionais.
Estiveram
presentes nesta reunião 8 dos 9 armadores, indica nota à imprensa.
"Em
causa está a falta de lapas causada pelos fenómenos adversos da Natureza,
situação que os armadores alertam que pode pôr em causa o sector pelo
desaparecimento deste recurso marinho", acrescenta.
A nota refere ainda que "os armadores pedem a suspensão da apanha da lapa face às evidências de uma redução
drástica do recurso, de imediato antecipando a entrada do período normal do
defeso, previsto a partir de 1 de Novembro a até 31 de Março".
Diz também que outra
das reivindicações passa pelo aumento do período de defeso de 5 para 6 meses,
ou seja, alargar para o mês de Abril. E a revisão do regime da apanha com fins familiares com redução do limite
diário para 1,5Kg e apenas permitida aos fins-de-semana e feriados.
Adianta que a Secretaria Regional de Agricultura, Pescas e Ambiente promoverá de igual modo
uma reunião com os detentores individuais das licenças de apanha de lapa sem
embarcação, com fins comerciais para analisar as mesmas preocupações.
Diz ainda que os serviços da Direcção Regional de Pescas estão a avaliar esta situação e
periodicamente realizam a avaliação dos recursos.
"Da monitorização que tem
vindo a ser feita, os técnicos defendem que a extensão do período de defeso
será uma mais-valia para salvaguarda da reprodução da espécie", realça.
A nota de imprensa recorda que
há vários anos que é realizado o controlo à lapa por ser uma das espécies
seleccionadas para o Programa Nacional de recolha de dados. Um programa que
decorre de obrigações de regulamentação europeia.
E conclui: "Dados
de 2023 a apanha da lapa rondou os 78.500 kg correspondendo a cerca de 630 mil
euros. Em 2022 foram cerca de 88 mil kg correspondendo a cerca de 644 mil
euros".
