A Câmara Municipal do Funchal veio esta terça-feira a público reagir à conferência de imprensa de hoje do JPP.

A autarquia funchalense começa por dizer, através de comunicado, que o "JPP e o seu líder parlamentar,
Élvio Sousa, podem continuar na sua deriva populista e demagoga, com ajustes de
semântica na narrativa que pretendem invocar, que nunca transformarão a mentira
numa verdade".

A Câmara Municipal do Funchal
reitera que o processo do LIDL corre os seus trâmites normais. A cadeia alemã
tem já 2 processos de licenciamento concluídos (Poço Barral e junto à Rotunda
da Assicom), os quais podem iniciar de imediato. O investimento no Largo Severiano
Ferraz está sujeito a nova apreciação, assim que a empresa acomode no projeto
as alterações sugeridas, nomeadamente ao nível da preservação do património
edificado (a CMF não permitirá a demolição dos prédios históricos ali
existentes), e reformule a logística operacional do funcionamento da superfície
comercial, de forma a não criar mais entraves ao trânsito que se verifica
naquele local, principalmente em horas de ponta.
— CMF

Quanto ao projecto da Rua Dr.
Pita, a CMF diz que "está condicionado a uma suspensão do PDM ou à sua respectiva alteração,
uma vez que a área comercial de implantação pretendida excede o que é
legalmente permitido".

A pergunta que se coloca à JPP é
simples: querem que a Câmara do Funchal aprove projetos que não estão de acordo
com a lei? A Câmara do Funchal reitera, uma
vez mais, o bom relacionamento com o LIDL e remete mais considerações ao
“teatrinho” da JPP para o comunicado da cadeia alemã, enviada em janeiro deste
ano, que ressalva que a empresa tem tido “todo o apoio necessário por enviado
parte das Autoridades Locais”, assim como que “… se encontra a reorganizar o
seu plano de expansão para a Região Autónoma da Madeira, na sequência do
contexto económico e financeiro, nacional e internacional, vivido atualmente,
sem qualquer motivação política”.
— CMF

Sobre qualquer definição da
política de investimentos da LIDL, entende o Município do Funchal que "o JPP
deverá endereçar as perguntas à respectiva empresa – o que pelos vistos nunca
fez - embora perceba que isso não renda o folclore político pretendido nesta
altura".

A Câmara Municipal do Funchal termina reiterando que "está receptiva a todos os projetos que acrescentem
dinamismo e valor económico à cidade, desde que respeitem todos os
preceitos legais".