"O novo Hospital Central e Universitário da Madeira estará
preparado para responder à rápida evolução da biomedicina e dos atos médicos". A
garantia foi dada, esta manhã, pelo director regional de Equipamento Social e
Conservação, no decorrer das Jornadas de Engenharia Civil, este sábado, em
Câmara de Lobos.

Pedro Rodrigues, um dos participantes do painel 'Obras de
relevância na Madeira', explicou que a nova unidade hospitalar contempla "soluções de construção e técnicas capazes de permitir uma grande flexibilidade",
além de oferecer "uma área superior à actualmente instalada com os dois hospitais
em funcionamento".

No período de debate, o responsável reconheceu que "a
escassez de mão de obra poderá apresentar constrangimentos", atendendo "à escala
e à diferenciação do projecto", que “não é normal” para uma região como a Madeira.

Neste momento, a obra emprega diariamente 550 trabalhadores, capacidade que, conforme explica, poderá vir a ser reajustada durante terceira fase, “muito mais exigente" devido "à especialização das intervenções", bem como "à pressão do Plano de Recuperação e Resiliência para a construção
na habitação, o que também consome efectivos", apontou.

O diretor regional destacou ainda que tem
havido alguma imigração, "embora o país não consiga um recrutamento
significativo no sector".

Numa descrição mais detalhada do projecto, Pedro Rodrigues salientou que a nova
estrutura de três módulos, conta com sete pisos (um abaixo da cota soleira) e
terá capacidade para 565 camas regulares, até ao máximo de 607, 11 salas de
bloco operatório e sala híbrida, compreendendo uma área total bruta de
construção de mais de 172 mil m2.

A construção da unidade hospitalar, em Santa Rita,
encontra-se na sua segunda fase (implantação do edifício). Uma
empreitada no valor de quase 75 milhões de euros. Os trabalhos foram iniciados
em Junho de 2021, com a escavação, o que levou à demolição de 84 imóveis
privados naquela zona, sendo a totalidade do volume de escavação reutilizado.

Paralelamente, o Governo Regional está a estudar novas acessibilidades
rodoviárias ao novo hospital em alternativa às existentes, incluindo a via
rápida.

A estrutura terá circuitos de circulação diferenciados,
entre a parte técnica, público e os chamados sujos. A nova estrutura hospitalar
conta ainda com um heliporto e com espaços preparados para proteção
radiológica, de forma a receber os serviços de radioterapia.

O novo hospital contempla também soluções de
sustentabilidade energética, como caldeiras de biomassa, para aquecimento de
águas.

Segundo o director regional, as soluções e os materiais
utilizados na fase da construção das paredes, lajes e pilares são "interessantes, com bons resultados e duráveis".

A gestão de empreitada é coordenada por uma equipa de 26
elementos que monitoriza o andamento das obras, os custos e o planeamento.

Refira-se ainda que a obra poderá ser acompanhada em tempo real on-line.