A Comissão Política do CDS-PP
Madeira apelou, hoje, “à responsabilidade de todas as forças políticas
representadas no parlamento regional, para que seja possível encontrar pontes
de entendimento que viabilizem o Programa de Governo e o Orçamento para este
ano, na defesa dos interesses regionais”.
Os centristas
madeirenses “consideram que os resultados eleitorais reforçam a necessidade de
fomentar e assegurar um diálogo aberto e profícuo entre todas as forças
políticas representadas na Assembleia Legislativa da Madeira, evitando maiorias
de bloqueio, e assim aprovando soluções legislativas para os problemas que a
Região atravessa”.
No comunicado, emanado
da reunião realizada em Santana, é salientado que “nesta fase da vida política
regional não pode haver ambiguidades, nem reservas mentais, e muito menos uma
espécie de campeonato das irresponsabilidades, apresentando propostas políticas
inviáveis, sem consistência e aventureiras”.
“Não podemos andar de
eleição em eleição, acrescentando mais problemas aos muitos problemas já
existentes”, reforçou José Manuel Rodrigues, presidente do CDS-PP Madeira e
porta-voz do encontro.
A Comissão Política
centrista aprovou o Acordo Parlamentar com o PSD Madeira e considera que o
mesmo “cumpre a estratégia aprovada no último Congresso do CDS-Madeira e
reafirmada na campanha eleitoral de não fazer coligações de Governo com nenhum
partido, e de procurar entendimentos parlamentares que normalizem a vida
pública regional, por via da posse de um novo Governo e da aprovação do seu
Programa e do Orçamento para o que resta deste ano”.
Adianta, ainda, que “o acordo salvaguarda a independência política e a estratégica do CDS e consegue
que propostas eleitorais que o partido apresentou aos madeirenses e
porto-santenses sejam agora integradas no Programa de Governo que será
submetido à Assembleia Legislativa da Madeira”.
Os centristas
madeirenses alertam que “a falta de um Orçamento está a provocar a paralisia da
administração pública, o não aproveitamento de fundos europeus, a falta de
pagamento de suplementos remuneratórios a profissionais, atrasos nos apoios a
instituições sociais, a manutenção de impostos elevados e a conduzir à ausência
de confiança dos investidores privados na nossa economia”.
Afiançam, por isso,
que “o acordo parlamentar entre o PSD e o CDS abre a possibilidade de debelar
esta grave crise política, ultrapassando a instabilidade que reina desde as
eleições regionais do ano passado, e permite que se abra um novo ciclo na
governação da Madeira, em que o crescimento económico corresponda a mais
justiça social”.
A Comissão Política do
CDS-Madeira aproveitou, ainda, para saudar os madeirenses que participaram nas
eleições e para agradecer a confiança dada ao partido.
A partir de Santana,
concelho onde o partido obteve o melhor resultado eleitoral, os centristas
dizem estar provada a vitalidade do CDS e que o partido está “preparado para
servir os madeirenses e porto-santenses”, assumindo-se como “factor de
responsabilidade” e garante da “estabilidade e governabilidade da Madeira e do
Porto Santo”.
A Comissão Política do
CDS expressou, ainda, a “gratidão aos seus militantes que exerceram funções
governativas e políticas, na anterior Legislatura, ao serviço da Região e que
merecem o público reconhecimento”. Nesta reunião foi saudada a “candidatura do
seu presidente da Comissão Política a presidente da Assembleia Legislativa da
Madeira, confiando na sua eleição e no desempenho que lhe é agora exigido de
forma mais acentuada, de credibilização e de responsabilização do primeiro
órgão da Autonomia”.
