Após a derrocada de grandes dimensões
ocorrida, no passado mês de Março, no percurso pedestre PR 10 Levada do Furado,
que provocou o desabamento de parte do percurso pedestre e inclusive do
canal da levada, foi necessário, por questões de segurança, proceder ao encerramento oficial do percurso pedestre.
Em comunicado, a Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente, destaca "a magnitude e complexidade dos
trabalhos de recuperação do traçado original, os quais estão fortemente
condicionados pela dificuldade de acesso e logística ao local de intervenção,
bem como a exigência técnica dos trabalhos, uma vez que os mesmos impõem
primeiramente uma intervenção por parte de rocheiros para limpeza da escarpa,
pelo que só posteriormente poderá ser dado início ao projeto de reposição do
canal da levada e da esplanada da mesma, levado a cabo pela ARM - Águas e
Resíduos da Madeira, S.A., entidade gestora da levada".
Perante este cenário, e atendendo que a Levada
do Furado é um dos percursos pedestres mais procurados, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza,
IP-RAM, em colaboração com alguns guias de montanha e amantes de caminhadas,
procurou encontrar um percurso alternativo.
O percurso alternativo tem uma extensão
total de aproximadamente 2,2 km (mais 1,1 km que o traçado original). O desvio para o troço alternativo deve ser
efectuado ao PK 7+200 (a contar desde o início, no Ribeiro Frio) e
percorre por uma antiga vereda até ao Pico do Suna e posteriormente por um
caminho florestal até ao encontro com a levada, no sítio dos Lamaceiros, sendo
que a partir de aqui o caminhante percorre o percurso original até à Portela.
O percurso alternativo será um
pouco mais exigente que o traçado original, devido ao desnível, pois terá uma
subida de aproximadamente de 1000 metros até ao Pico do Suna e posteriormente
uma descida de aproximadamente 1200 metros até ao encontro da levada.
A reabertura do percurso original com a
reparação na zona intervenção da derrocada não tem ainda data estimada.