Luís
Bettencourt, vereador na Câmara Municipal do Porto Santo, queixa-se de “bloqueio
ao direito de oposição e subsequente ao direito de acesso a documentos
administrativos. Em causa está a cobrança de 72€ referente a 45 fotocópias “para
ter acesso a um processo integral de despesa referente à deslocação à BTL 2024”.

O vereador
independente lembra que recebe uma senha de 45€ por cada reunião e tem de “pagar
para ter acesso a documentos” que fazem parte do seu direito de oposição.

Na reunião
de hoje, Bettencourt apresentou uma série de questões “entre elas o
conhecimento de dívida oculta resultante de fornecimento de materiais por
empresas privadas e referentes ao ano 2023 que até à data não existe cabimento
nem tão pouco requisição”.

A prestação
de contas de 2023 já foi aprovada, lembra o vereador que diz que estes valores não
constam.

No processo
da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) acusa a câmara de “clara ocultação de
informação”.

Luís
Bettencourt diz que exerce funções de vereador “com uma causa e não um
propósito” e diz estar seriamente preocupado com a situação financeira do
município.

“Foi
aprovado pelo executivo de Nuno Batista com voto contra meu, um empréstimo na
ordem do 1.800,000€ para arranjo de
estradas e o meu voto contra baseou-se no timing pois a taxa de juro na altura
era elevada e vai onerar este município numa responsabilidade só em juros no
montante de 950,000€”, afirma.

O vereador
receia que a autarquia possa estar numa situação financeira difícil. “Idalino
Vasconcelos deixou um saldo de gerência de quase 2.000,000€ que no primeiro ano
e meio de mandato desapareceram”, lembra.

“ Atrevo-me
a dizer que estamos perante uma gestão danosa que se vai reflectir no futuro
deste município”, afirma.