Os dirigentes do PSD já terão garantias, ainda que
informais, que os quatro deputados do Chega ao absterem-se na votação do Plano
e Orçamento, viabilizarão um governo liderado por Miguel Albuquerque.
Também o Representante da República ao ter indigitado esta
tarde Miguel Albuquerque para formar um novo executivo terá tido garantias
políticas inequívocas da parte do líder do Chega Madeira que existem fortes
probabilidades de que não vai rejeitar um governo de minoria parlamentar
liderado por Miguel Albuquerque, ainda ao longo da campanha eleitoral tivesse
afiançado que jamais faria acordos com o actual líder social-democrata.
Mas o princípio de acordo político entre o PS e JPP terá
ditado novas nuances naquilo que sempre foi o pensamento e estratégia do Chega.
Ao que se sabe terá existido diálogo nas últimas horas entre
Miguel Castro e altos responsáveis do PSD-M de modo a não permitir que
socialistas e Juntos Pelo Povo fossem alternativa em caso de uma rejeição do
Orçamento e Plano aquando da votação na Assembleia Legislativa.
Miguel Albuquerque saberá já algumas linhas essenciais do
que deve incluir no próximo orçamento para justificar os votos do Chega quando
estes tiverem de explicar a razão para não ter de chumbar o documento, no
entanto o diálogo prevê-se seja mais aprofundado entre os elementos dos dois
partidos para haver posições convergentes.
Com esta posição juntamente com o apoio dos dois deputados
do CDS, os social-democratas contabilizam 25 deputados contra 20 do PS e JPP,
ficando por saber se PAN e IL vão colocar os seus votos no prato da balança de
Albuquerque.
