Perante os resultados eleitorais de domingo, que deram a vitória ao PSD, mas sem maioria absoluta, volta a impor-se a questão: Quem estará disponível para viabilizar um governo minoritário estável?

Em Setembro último o PAN foi a resposta encontrada por Miguel Albuquerque, mas (para já) não houve comunicações nesse sentido.

Por outro lado, com uma eventual 'geringonça' PS/JPP no horizonte, o DIÁRIO foi ouvir o PAN sobre a sua abertura para eventuais acordos partidário.

"Ainda ninguém nos contactou. Enquanto da outra vez [nas Regionais de 2023] recebemos imensos telefonemas, desta vez ninguém falou connosco", revelou o número três do partido, Valter Ramos.

"Nem de um lado, nem do outro. Recebemos muitos contactos a desejar-nos 'parabéns' e 'felicitações', mas ao nível de acordos: zero", acrescentou.

O PAN atingiu, ontem, o objectivo de manter a representação parlamentar, ao reeleger Mónica Freitas, mas parece ter perdido a sua qualidade de "fazedor de reis".

Ainda questionado sobre se o partido estaria disponível para um eventual entendimento, à direita ou a esquerda, Valter Ramos disse que o PAN só se pronuncia após reunião com a comissão política regional, agendada para amanhã à tarde, independentemente de o partido ser recebido na parte da manhã pelo representante da República.