No penúltimo dia de
campanha eleitoral, a candidatura do CDS-PP às Regionais do próximo domingo
reuniu com as comunidades.

"Nós temos no partido
uma grande comunidade luso-venezuelana e a Madeira, nos últimos anos, foi capaz
de integrar cerca de 12 mil venezuelanos e descendentes de madeirenses. Isso é
claramente um fator positivo", começou por afirmar José Manuel Rodrigues.

Num convívio bem no
centro do Funchal, o cabeça de lista desta candidatura às legislativas
regionais foi perentório e afirmou que “hoje, a economia da Madeira não seria a
mesma se não fossem os luso-venezuelanos e esse é um elogio que eu tenho de
fazer neste momento”.

Rodrigues constatou que
“somos uma terra não só de retorno dos nossos como também de imigração de
outros países, designadamente do Indostão, do Nepal, do Sri Lanka, da Índia” e,
por essa razão, “temos que ter rigor na entrada e humanidade na integração, e
nem sempre isso tem acontecido”, observou.

Temos cada vez mais
imigrantes na Madeira, com uma cultura e religião diferentes da nossa, com
comportamentos e costumes diferentes dos nossos. Por essa razão, o que eu
espero, é que nós sejamos capazes de integrá-los socialmente, lhes dar as
melhores condições de vida possíveis e, sobretudo, respeitar os seus direitos
laborais
— José Manuel Rodrigues, candidato do CDS-PP Madeira

O presidente dos
centristas frisou que “a Madeira, tendo sido ao longo da sua história, uma
terra de emigrantes, agora também é uma terra de imigrantes”. E, neste sentido,
o CDS-PP preocupa-se que existam milhares de jovens madeirenses que são
obrigados a sair da região para procurar emprego fora das nossas ilhas.

É para evitar que tal aconteça que “o CDS-PP
tem vindo a propor que haja um salário base para os jovens licenciados porque
quem investe na sua formação deve ser recompensado quando entra no mercado de
trabalho. Assim como têm de ser criadas condições, designadamente o crédito
bonificado jovem, ao nível de deduções dos juros dos empréstimos bancários para
que os jovens possam ter acesso a uma habitação quer comprando, quer através do
mercado de arrendamento”, considerou.

“Uma terceira proposta
vai no sentido de fazer aplicar à região o Programa Regressar que, já é
aplicado no continente, e que tem um conjunto de vantagens fiscais e de outra
ordem, designadamente de emprego, que seria muito benéfico para fazer regressar
à região um número alargado de jovens que poderiam estar a trabalhar na
restauração, na hotelaria e noutras áreas “se subirmos os salários, se
reduzirmos os impostos e se tivermos mais condições para que eles possam
comprar ou arrendar residência”, vincou José Manuel Rodrigues.