A Direcção Regional da Saúde (DRS) participou no passado dia 15 de Maio, em Londres, no workshop internacional
comemorativo do 6.º aniversário do Centro de Saúde Pública Digital da University
College London, sob o tema 'Doenças transmitidas por vectores – a
abordagem Digital One Health'.

A parceria da DRS com o dPHE -
UCL desenvolve-se desde 2019 e resulta na pesquisa e co-desenvolvimento de uma
aplicação móvel, baseada na tecnologia IoT para melhorar o trabalho de
vigilância do mosquito Aedes aegypti, quer na Madeira como também no
Brasil e na Turquia.

Este evento contou com a presença
de múltiplos investigadores e especialistas do Reino Unido, Brasil, Suíça,
Turquia, da Organização Mundial da Saúde e da Região Autónoma da Madeira.

Na ocasião coube a Pedro
Ramos, secretário regional de Saúde e Protecção Civil, por via digital, proferir
a palestra de abertura subordinada ao tema 'Atlantic Health System: Um desafio
digital para o futuro'. A directora regional da Saúde, Bruna Gouveia, esteve em
presença física no evento e foi oradora em dois painéis de debate ('Detecção
digital e modelação vetorial de vectores no contexto das alterações climáticas' e 'Vigilância digital de doenças – resposta de saúde pública no mundo real').
Discutindo os desafios no combate às doenças transmitidas por vetores, a
directora regional abordou o trabalho desenvolvido na região no âmbito da
vigilância e controlo do Aedes Aegypti e da detecção precoce de casos
importados de doença. Destacou ainda o real impacto das alterações climáticas
nesta problemática, que favorecem, na Região e em todo o mundo, condições cada
vez mais favoráveis ao desenvolvimento destes mosquitos invasores.

A participação da Madeira contou
ainda com a presença de 4 técnicos superiores da DRS, autores de um dos posters
exibidos na sessão sob o tema 'A Vigilância entomológica do mosquito Aedes
aegypti na RAM'. No poster foi descrito o programa de vigilância
entomológica na Região Autónoma da Madeira que abrange todos os concelhos da Região e conta com uma
rede de 228 armadilhas (204 destinadas à vigilância de ovos de mosquitos e 24
destinadas aos mosquitos adultos).

Para assegurar a gestão da rede
de armadilhas, assim como o conjunto de trabalhos subjacentes ao processo de
vigilância e controlo do Aedes Aegypti, a DRS conta com uma equipa
multidisciplinar nas áreas da Comunicação, Saúde Ambiental, Engenharia
Ambiental e Geografia e a colaboração das autarquias. Lembrando que não está
indicada a utilização de inseticidas na RAM, dada a resistência do mosquito Aedes
Aegypti aos químicos legalmente aceites na União Europeia, diariamente, são
desenvolvidas várias atividades com vista a capturar e eliminar mosquitos.
Realçamos a instalação de armadilhas destinadas a esse fim (BG-GATs), assim
como actividades de proximidade na comunidade, em que os técnicos da DRS,
procuram no terreno sensibilizar a população e detectar e eliminar potenciais
criadouros de mosquitos, uma acção muito importante, uma vez que os mosquitos se
encontram maioritariamente dentro dos edifícios.