O Chega mostra-se preocupado com o que tem vindo a acontecer com o sector da Educação e, na sequência de uma reunião com a delegação regional da Associação Nacional de Professores, reiterou o seu compromisso para com a classe docente. O partido considera ser evidente que "a negligência com que o governo tem tratado o sector, escondendo-se atrás de números e estatísticas que não reflectem o desespero que muitos professores estão a sentir, neste momento".
A progressão e a dignificação da carreira docente foram dois dos aspectos focados no encontro, com indicação para a necessidade de se acabarem com as quotas de progressão, bem como para a necessidade de contratação de docentes para as escolas,
a falta de professores qualificados nas mais diversas áreas e a avaliação
docente. Segundo os candidatos do CHEGA, estes desafios persistem, sem que o Governo Regional esteja a empenhar-se como deveria na sua resolução.
A postura do governo na Educação tem sido caracterizada por promessas feitas em tempo de eleições, mas que, depois, nunca se concretizam. Aliás, o governo trata os professores como criancinhas, que procura iludir na altura de ir a votos, mas, depois, tudo fica na mesma, com as condições de trabalho a se agravarem, com a classe profissional a envelhecer e com os professores a serem sobrecarregados com exigências e burocracia inútil.
A concluir, Hugo Nunes reforçou que, num
horizonte temporal muito curto, a falta de professores poderá lançar o ensino
numa crise profunda de quadros especializados, que não será fácil de
ultrapassar.
“Há anos, o governo anda a ignorar o
envelhecimento da classe docente e o fato da mesma já não ser, de todo,
cativante para os jovens universitários. Nada tem sido feito e receamos que a
tutela só se mexa quando o problema surgir de forma ainda mais dramática. Temos,
portanto, um secretário que vai a reboque dos problemas. A Madeire merece
melhor!", concluiu.
