A coligação 'Confiança' lamentou, esta quinta-feira, a recente posição da
maioria PSD em chumbar a proposta de 'Apoio ao Comércio' apresentada na reunião
de câmara desta semana, bem como pelo fim do projecto 'Viveiro
de Lojas', instalado no Largo do Corpo Santo desde 2021.

Para os vereadores da 'Confiança' estas posições resultam da "falta de visão estratégica do actual
executivo", mas, acima de tudo, do "desrespeito pelo tecido empresarial da cidade do
Funchal, nomeadamente os pequenos comerciantes", algo que, apontam, "ficará no extenso
cadastro da má gestão do PSD".

Conforme referem em comunicado, a proposta de 'Apoio ao Comércio' "visava a implementação de um plano
abrangente que incluía medidas cruciais para fortalecer o sector comercial e
adaptá-lo às exigências das novas realidades económicas e sociais". Entre as
medidas propostas, destacam "a elaboração da Carta de Ordenamento das Actividades
Comerciais, a criação do Conselho Municipal do Comércio, Restauração e
Serviços, e a isenção total do pagamento de taxas de publicidade e toldos", entre outras.

Diz a 'Confiança' que "é lamentável que a maioria PSD
tenha optado por rejeitar esta proposta, numa altura em que cobra valores
recordes de impostos, com 51 milhões de euros em 2023, ignorando
as necessidades prementes dos comerciantes e o potencial de crescimento
económico que poderia resultar de uma estratégia tão abrangente e bem
fundamentada".

Já quanto ao 'Viveiro de Lojas', crianado pela vereação da coligação 'Confiança', em 2021, na Zona Velha, quando lideravam a autarquia funchalense, os actuais vereadores, na oposição, dizem ser "um golpe
devastador para os empreendedores locais", dando conta deque esse "projecto inovador", serviu como "uma incubadora para novas marcas e negócios". "O encerramento prematuro
deste projecto, que apoiou 27 Marcas Regionais ao longo dos seus três anos de
existência, é um claro retrocesso para a vitalidade económica e criativa da
nossa cidade", sustenta a 'Confiança'.

No final do comunicado, a equipa da Confiança na Câmara
Municipal do Funchal "reitera o seu compromisso com o desenvolvimento económico
e social da nossa cidade e continuará a lutar pelos interesses dos comerciantes
e empreendedores locais", instando a que "a gestão municipal dê prioridades às
políticas que promovam o crescimento sustentável e o bem-estar da nossa
comunidade, em vez de se envolver em estratégias partidárias direccionadas para
um pequeno grupo e que prejudicam o progresso e a prosperidade do Funchal".