Na sequência dos dados do ‘Relatório
Anual Portugal, Balanço Social 2023’, em que aponta a Madeira como a região do País com maior risco de pobreza, o Governo Regional, através da Secretaria Regional de Inclusão e Juventude, veio afirmar que "a informação divulgada
ontem carece de actualização".
De acordo com o comunicado, o Relatório em estudo foi feito tendo
por base, entre outros, os dados divulgados através do Inquérito às Condições
de Vida e Rendimento de 2022 (ICOR 2022). "Ora, já foi divulgado e publicado o
ICOR 2023, com os dados mais actualizados", pode ler-se.
De acordo com o Relatório anual publicado, "A taxa de risco de pobreza está quase 10
pontos percentuais acima da média nacional na Madeira, a região com a maior
taxa de risco de pobreza em Portugal, e 9 pontos percentuais acima da média nos
Açores. Além disso, os Açores e a Madeira foram as únicas regiões em que a taxa
de pobreza aumentou no último ano, de 21,9% para 25,1% e de 24,3% para 25,9%,
respectivamente.”
Os dados mencionados no Relatório são
dados que já se encontram desactualizados, sendo que os dados publicados pelo
ICOR 2023, em Novembro de 2023, demonstram uma evolução positiva no que
concerne à Região Autónoma da Madeira, muitas vezes em tendência contrária à
média nacional.
"Segundo o ICOR 2023, não só a Região
da Autónoma da Madeira baixa a distância percentual face à média nacional para 7.8%
(e não 10%) como é ultrapassada pela Região Autónoma dos Açores que passa a
ter a maior taxa de risco de pobreza fixada nos 26.1%.
Posto isto, e com base na linha de pobreza
regional, com enfoque nas condições socioeconómicas e níveis de custo de
vida específicos a cada região, a Taxa de Risco de Pobreza na Região Autónoma da Madeira, em 2023
(rendimentos de 2022) fixou-se em 19,7%, aproximando-se assim, da
média nacional, fixada nos 17%.", pode ler-se no comunicado.
Quanto à taxa de privação material e social severa, em 2023, a comunicado aponta que a Região Autónoma da Madeira "diminuiu, pelo
terceiro ano consecutivo, a taxa de privação material e social severa,
tendo sido, ainda, a Região do País onde esta redução foi mais
significativa com 6,3% (e não 7,8%)".

