A Direcção Regional de Desporto, no âmbito do seu plano de
formação para 2024, promoveu, em colaboração com o IPDJ - Instituto Português
do Desporto e Juventude e o Instituto da Segurança Social da Madeira (ISSM), o
segundo bloco formativo subordinado ao tema 'Proteção de Crianças e Jovens no
Desporto', evento que decorreu no auditório da Reitoria da Universidade da
Madeira, no Colégio dos Jesuítas.
Esta iniciativa teve como oradores Raquel Albino do IPDJ, coordenadora nacional do projecto do Conselho da Europa 'Child Safeguarding in
Sport' e de Paula Mesquita, coordenadora regional do Plano Regional para a
Infância e Juventude do ISSM, e foi moderada pelo Embaixador do Plano Nacional
de Ética no Desporto, Carlos León.
Na sessão de abertura, que contou com a presença da vice-reitora da Universidade da Madeira Catarina Fernando, o director regional
de Desporto, David Gomes, destacou a importância e pertinência deste módulo
formativo.
"Desde logo a pertinência do tema escolhido. Entendemos ser
um tema atual e que infelizmente faz ainda parte das nossas preocupações, o que
não deveria ser assim", destacou para logo justificar.
Não deveria ser importante todos nós responsáveis debater a
segurança das crianças, algo que deveria ser natural. Efetivamente nem
deveríamos debater este assunto. Para todos os efeitos, verificamos que hoje os
desafios da sociedade não só no desporto, mas também neste plano, é uma
temática imergente e algo que nós devemos comungar de algumas preocupações no
sentido de salvaguardar sempre a segurança maior dos nossos jovens
Reforçando o papel do desporto no processo formativo, mas
também deixando algumas sugestões e reflexões para o debate, David Gomes
salientou que "o desporto é uma escola de valores que se quer pura, como é a
nossa escola desportiva, formativa, educativa. Não podemos aceitar que as
crianças não sintam essa segurança. Algumas problemáticas se levantam e
permitam-me situar até em questões incongruentes da nossa sociedade", disse.
E acrescentou: "Não é só
preocupante a segurança das crianças no plano físico, ou seja, se prepararmos
bem todo o trabalho envolvente, espaços desportivos, recintos formatados e
homologados para a prática desportiva, não é tão preocupante a ação dos
técnicos, hoje, mas capacitados e habilitados. Há outras questões que se
levantam, como é o caso bullying desportivo, a pressão que os familiares
exercem sobre os jovens, todos nós temos de estar atentos aos comportamentos
lesivos do processo formativo. Hoje chegamos ao ponto onde tantas vezes temos
de proteger os jovens praticantes da própria família, o que constituiu um
contra-senso. Temos de estar atentos a tudo e a todos os que nos rodeiam na
formação dos jovens”, concluiu.