Os dois homens e as duas mulheres com idades
compreendidas entre os 23 e os 55 anos que foram detidos na última semana pela
Polícia Judiciária no âmbito da operação ‘Rota do Viajante II’, por suspeita de
terem embolsado indevidamente mais de meio milhão de euros em subsídios com
viagens ‘fantasma’, vão aguardar julgamento em liberdade.
Os
arguidos começaram a ser ouvidos na quinta-feira, mas o interrogatório foi
interrompido ao final da tarde devido à greve dos funcionários judiciais e
prosseguiu sexta-feira, onde foi interrompido novamente pelo mesmo motivo.
Hoje,
foram ouvidos pela juíza Susana Mão de Ferro, tendo ficado
indiciados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e
associação criminosa.
Os
arguidos saíram em liberdade com Termo de Identidade e Residência, estão
proibidos de contactar uns com os outros, de se ausentar da Região Autónoma da
Madeira, de se deslocar aos balcões dos CTT para levantar subsídios de
mobilidade e dois deles têm obrigação de se apresentar semanalmente ao posto da
PSP.
Tal
como o DIÁRIO noticiou, um deles já tem cadastro e já cumpriu pena de prisão
por outro tipo de crimes. Trata-se do madeirense J. Silva, de 31 anos, que em
Dezembro passado foi condenado a quatro anos e três meses de prisão, com pena
suspensa, pela prática dos crimes de violência doméstica e ameaça agravada.
