O PS-Madeira realizou hoje um encontro com agricultores do qual ressalta algumas propostas, tais como "a aposta
na agricultura regional como um contributo decisivo para a soberania alimentar,
para a segurança da população, a coesão social e territorial, a resiliência da
Região e a atratividade do destino turístico", razão pela qual os socialistas defendem "um maior
apoio e valorização desta atividade e do setor primário no seu todo".

No encontro que também juntou criadores de gado e apicultores, na Ponta do Sol, o líder do partido, Paulo Cafôfo, assegurou que "o PS tem soluções concretas com vista ao aumento dos rendimentos
líquidos dos produtores e à valorização da produção regional". E acrescenta a nota do PS sobre esta reunião: "Referindo-se às culturas
tradicionais madeirenses, cujo preço mínimo pago ao produtor é definido pelo
Governo, o líder socialista preconiza o seu aumento, com base nos custos de
produção e de acordo com os objetivos que se pretendem para cada setor. No caso
da banana, o fruto fresco mais mal pago, Paulo Cafôfo reafirmou o compromisso
de, se o PS for Governo na Região, aumentar em 25 cêntimos o valor pago aos
produtores por cada quilo em todas as categorias. É igualmente objetivo abrir o
mercado, alterando os requisitos mínimos de criação de organizações de
produtores para o setor, e permitir a comercialização de pequenas quantidades
de banana ao consumidor final, sem que os mesmos percam o subsídio da Europa."

Já no que se refere à
cana-de-açúcar, "além de entender que o preço mínimo a pagar ao produtor tem de
ser mais elevado, o PS defende critérios de majoração desse valor de acordo com
a qualidade do produto, nomeadamente o teor de açúcar e o modo de produção,
estimulando práticas sustentáveis e mais eficientes", defende.

Outra das culturas
tradicionais "é a vinha, cuja valorização do preço pago ao produtor passará pela
criação de incentivos à diversificação das castas produzidas e à qualidade da
uva", apontou.

O candidato socialista a
presidente do Governo Regional defendeu, igualmente, "mais vantagens para a
agricultura familiar, beneficiando assim cerca de 90% dos agricultores
madeirenses, garantindo que irá desenvolver todos os esforços para que seja
implementado o regime especial fiscal e de segurança social, consagrado na
legislação".

O PS-Madeira também "tenciona
reforçar a aposta na agricultura biológica, estabelecendo metas que irão ao
encontro da Estratégia Europeia, que, como sabemos, por si só, defende a
valorização da produção pela qualidade e a defesa do ambiente, fundamental para
credibilizar a marca Madeira quanto à sua sustentabilidade", defendeu Cafôfo.

"Estas são medidas
fundamentais para a defesa da nossa produção regional e para valorizar o
trabalho de todos os homens e mulheres que se dedicam a esta atividade e que
lançam as mãos à terra", evidenciou o candidato, que acusa o PSD, que governa a
Região há quase 50 anos, de "considerar a agricultura uma atividade menor e de
ter abandonado os agricultores à sua sorte, o que resultou também numa redução
expressiva da área agrícola".

Sobre a criação de gado, o líder socialista afiançou que, "com um
Governo do PS, será implementado um novo regime silvopastoril que considere o
pastoreio dirigido como um serviço público em que os rebanhos acompanhados
sejam apoiados por área limpa, como forma de diminuir o risco de incêndio na
Região".

Paulo
Cafôfo ainda assegurou que "será cumprido o Plano Apícola Nacional, permitindo que os
apicultores madeirenses possam beneficiar dos mesmos direitos e apoios que os
restantes produtores do País. Defendeu ainda a implementação de zonas
controladas e medidas de valorização da apicultura regional, considerando os
serviços ecossistémicos que cumprem, nomeadamente a segurança do território, a polinização
das espécies e a biodiversidade", defendeu.

Terminou defendendo a "valorização
da produção regional", sobre a qual "preconiza ainda outras medidas, que
passam pela promoção dos mercados locais e pela aquisição dos produtos
madeirenses por parte da Administração Pública, a preços justos. Como deu
conta, este é um modelo admitido pelos contratos públicos e recomendado por
critérios ambientais e sociais, que beneficia consumidores, produtores, o setor
agrícola e a Região de uma forma geral".