O Sindicato Nacional dos Bombeiros
Sapadores (SNBS) reagiu hoje com "estupefação" ao tomar "conhecimento, através de notícias difundidas pela
comunicação social regional, do compromisso assumindo por Miguel Albuquerque
com a Federação de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira, que prevê a redução
do tempo de transição salarial dos bombeiros voluntários com contratos de
trabalho, de 5 para 3 anos, sem que tenha havido qualquer consulta ou audicão
dos municípios interessados", atira a Delegação da Madeira do Sindicato Nacional dos Bombeiros
Sapadores.

Num duro comunicado, acham, "além disso, preocupante o silêncio da Associação de
Municípios da Região Autónoma da Madeira, que até o momento não saiu em defesa
dos seus associados, assistindo passivamente a este atropelo ao poder local
perpetrado pelo presidente do Governo Regional em gestão".

Entende a delegação do SNBS que "com o acordo agora firmado, que tem grandes implicações
financeiras em vários municípios, Miguel Albuquerque passou por cima da
autonomia administrativa e financeira do poder local, bem como dos próprios
órgãos autárquicos eleitos".

E continuou: "Por outro lado, o líder do executivo madeirense parece
ignorar, com este tipo de negociação 'ad hoc' (que se destina a um fim específico) para a época eleitoral, a realidade
global dos trabalhadores da administração pública regional e local,
especialmente no que diz respeito às progressões salariais, que passarão a
ocorrer a cada 8 anos a partir de 2025, em contraste com os anteriores 10 anos,
nos termos do malfadado SIADAP 3."

Concluem, reforçando que "até porque se impõe alguma coerência ao chefe do
executivo madeirense, entendemos que o Governo Regional tem a obrigação de
apoiar, nos mesmos moldes e dentro do espírito de responsabilidade partilhada
que exigiu aos municípios com associações de bombeiros, também os municípios
com bombeiros sapadores, como são os casos de Machico, Santa Cruz e Funchal".