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Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou hoje o lançamento da
campanha Academy100 para expandir o seu alcance global, diversificar as
receitas e preparar as celebrações da 100.ª edição dos Óscares, que irá
acontecer em 2028.

A campanha vai financiar vários tipos de iniciativas viradas para
a Sétima Arte. Incluem-se aqui programas de preservação da história do cinema,
produção de conteúdos digitais, criação de exposições e exibições de filmes,
formação da próxima geração de cineastas e reconhecimento de excelência na arte
e inovação cinematográfica.

"O futuro da Academia é global e a Academy100 vai aprofundar
o alcance e impacto globais", afirmou o diretor executivo (CEO) da
organização, Bill Kramer, no anúncio da campanha. "A Academia vai entrar
em breve no seu segundo século e queremos garantir que continuaremos a ser o
líder proeminente da nossa comunidade de cinema internacional",
continuou.

Kramer reconheceu a necessidade de ter "uma base de apoio
sustentável e diversa" para uma organização que quer garantir a
continuidade pelos próximos 100 anos.

A campanha já tem 100 milhões de dólares assegurados e o parceiro
de maior peso é a Rolex, numa rede de apoio que também inclui a Delta Airlines,
a Cinecittà e a PwC.

Como parte da Academy100, a Academia vai organizar eventos para a comunidade
e programas educativos com os seus membros e outros cineastas em várias partes
do mundo. As cidades mencionadas no lançamento incluem Cannes, Londres, Roma,
Veneza, Lagos, Toronto, Melbourne, Cidade do México e outras, além do epicentro
em Los Angeles.

"À medida que a Academia e a indústria do cinema se tornam
cada vez mais globais, esta expansão internacional vai ajudar a desenvolver
novos cineastas e membros da Academia e apoiar a comunidade cinematográfica
internacional", realçou a organização.

A partir de 2027, em preparação para a 100.ª edição dos Óscares, o
Museu da Academia, em Los Angeles, terá séries especiais de exposições, filmes
e publicações ligados à história da Academia e dos seus Prémios.

A Academia tem neste momento perto de 11 mil membros, com 30% a
residir fora dos Estados Unidos, algo que a presidente, Janet Yang, disse que
vai continuar a crescer e reflete o esforço de diversificação dos últimos anos.
Apesar de continuar a ser criticada pela falta de diversidade e o afunilamento
das nomeações -- poucas mulheres e poucos nomeados não caucasianos -- o esforço
tem levado a maior entusiasmo com filmes internacionais, por exemplo.

A mais recente entrega dos Óscares, que decorreu em março, teve a
maior audiência dos últimos quatro anos, atingindo 21 milhões de espectadores.
A recuperação inverte uma tendência que vinha marcando não só a cerimónia da
Academia como também a transmissão de outras galas da temporada de prémios em
Hollywood.