Perante as acusações da JPP, através do deputado
Paulo Alves, que existe falta de medicamentos no Hospital Nélio Mendonça para
doentes oncológicos, o SESARAM veio a público, através de um comunicado, desmentir tais acusações.
Eis, na íntegra, o comunicado do SESARAM.
“Perante as declarações de um partido político
acerca da eventual falta de medicamentos na Farmácia Hospitalar, o Serviço de
Saúde considera necessário informar e esclarecer o seguinte:
No Formulário Hospitalar de Medicamentos constam 2700 produtos
farmacêuticos. No dia de hoje, 5 de Abril, aguardamos a recepção de três
medicamentos, devido a ruturas nos fornecedores adjudicados, sendo que alguns
destes, são exclusivos, não havendo assim, um fornecedor alternativo.
A falta de medicamentos citada pelo JPP,
não é uma falta específica do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Os medicamentos em
causa estão em rutura nacional. O SESARAM, EPERAM, lamenta e condena o aproveitamento
político desta situação que é totalmente alheia à instituição.
Os medicamentos em rutura são, Letrozol 2’5 mg,
Megestrol suspensão oral e Everolimus 10mg.
O Serviço Regional de Saúde, perante as situações de rutura de
fármacos, sempre que possível, aciona alternativas em articulação com o médico
assistente, assim sendo, o medicamento Everolimus 10mg, está a ser substituído
por dois comprimidos de 5mg, o Megestrol suspensão oral, que está em rutura,
está a ser disponibilizado em comprimidos.
Relativamente ao medicamento Letrozol, que
está em rutura no fornecedor, informamos que o Serviço de Saúde já recorreu, a
9 de fevereiro, a um distribuidor local, que disponibilizou todas as caixas do
fármaco que tinha em stock para a farmácia distribuir rateadamente aos
utentes. No dia de ontem, 4 de abril, foram adquiridas cinco caixas deste
fármaco a um distribuidor local. Estes medicamentos, que se destinavam às
farmácias locais da Região, foram distribuídos rateadamente aos utentes.
Face ao exposto, e estando em rutura no fornecedor, efetuou-se
nova consulta para outros laboratórios, tendo sido adjudicado à farmacêutica
“Accord” 9.660 comprimidos, que chegarão à Farmácia Hospitalar, a qualquer
momento.
Recordamos que o Serviço Regional de Saúde
mantém um forte investimento na área do medicamento. São despendidos anualmente
mais de 90 milhões de euros em medicamentos, através do SESARAM, EPERAM e, em
comparticipações através do IASAÚDE.”
