O partido Reagir Incluir Reciclar, em comunicado enviado à
imprensa, condena a presença de militantes de partidos políticos na ‘Marcha Pela
Liberdade’, no Funchal, “pois claramente aproveitaram a mesma para fazer
campanha eleitoral”. Condena, igualmente, “as cerimónias na AR feitas para
vangloriar os actuais políticos e aos capitães de Abril nada”.
Por outra, o partido “decidiu aquando da elaboração da lista
candidata às Eleições Regionais Antecipadas, homenagear de forma singela os
heróis de Abril”. Assim, “decidiu-se ocupar os cinco primeiros lugares
da lista com cinco valentes mulheres, que tudo têm feito em prol do nosso
partido”, diz o comunicado assinado pela cabeça-de-lista, Liana Reis.
Lembramos que antes do 25 de Abril a mulher era tratada
como um ser inferior ao homem. Elas governavam a casa, eles, mandavam no mundo.
A candidata lembra que, antes do 25 de Abril “os direitos da
mulher eram quase nenhuns”.
Não podia votar. Não podia ser juíza, diplomata, militar ou
polícia. Para trabalhar no comércio, sair do país, abrir conta bancária ou
tomar contracetivos, a mulher era obrigada a pedir autorização ao marido. Até
para exercer a profissão de enfermagem, não podia ser casada nem ter filhos. A
mulher ganhava quase metade do salário pago aos homens. Estas e outras leis
foram rasgadas no 25 de Abril, quando, um ano depois da revolução, os direitos
das mulheres ficaram consagrados na Constituição da República. Hoje temos
igualdade de direitos, a maior parte com salários equiparados e mandamos tanto
em casa quanto os homens e tudo graças a esta grandiosa revolução.

