O secretário regional de Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos,
esteve, esta manhã, no Centro de Simulação Clínica da Madeira, para a abertura
da 3ª edição do Curso de Simulação de Urgências e Emergências em Medicina Geral
e Familiar, dirigido a Médicos Internos e Especialistas de Medicina Geral e
Familiar. Na ocasião, o governante valorizou a importância da resposta nos Cuidados Primários para uma melhor
Saúde na Região Autónoma da Madeira.

"A Madeira está a seguir um caminho diferente, nós estamos a criar um Sistema de Saúde com identidade própria e o ADN desse Sistema de Saúde é a formação e a diferenciação de todos os profissionais e a sua capacitação", começou por dizer.

O governante recordou que foi há 10 anos que a Madeira começou a
ter esta visão para a Medicina Geral e Familiar, quando decidiu, pela primeira
vez no país, realizar um curso ATLS (Advanced Trauma Life Support) para Médicos
de Família, cujo objectivo era “haver formação e diferenciação nas Unidades
menos diferenciadas para poder abordar um doente, estabilizar e, se necessário,
transferir em condições de segurança para o serviço hospitalar”.

“A vossa geração é a geração que está a fazer a diferença” e “a
nossa garantia da segurança e da qualidade é precisamente sabermos que têm
formação”, congratulou-se.

Pedro Ramos disse que a
filosofia do Novo Hospital será baseada na construção de um modelo dinâmico
KIWI (Conhecimento, Inteligência, Expertise e Interoperabilidade), com criação
de valor para o cidadão.

Por seu turno, Herberto Jesus, presidente do Conselho de Administração do
SESARAM, EPERAM, presente na iniciativa, disse que “a Região Autónoma da Madeira tem um caminho de
excelência e que isso se deve à experiência”, afirmou, salientando a aposta do
Serviço de Saúde na formação e diferenciação dos profissionais.

“O caminho da
Região é o de alta diferenciação. Queremos diferenciar cada vez mais, ter
profissionais mais capacitados, com mais empoderamento de forma a prestar cada
vez mais e melhores cuidados de saúde com o objetivo de Salvar Vidas”
— Herberto Jesus

Esta iniciativa reúne 12 formandos e tem como objectivos treinar e
automatizar a abordagem de bradicardia de forma rápida e eficaz; reconhecer
precocemente uma anafilaxia e aplicar o tratamento agudo face à gravidade
determinada; efetuar adequadamente a abordagem ao doente com suspeita de
sépsis; caracterizar e identificar intoxicações medicamentosas e não
medicamentosas e realizar corretamente a abordagem sistematizada.

A formação decorre ao longo do dia de hoje, e está a cargo dos
médicos de Medicina Geral e Familiar Nivalda Pereira
(coordenadora/organizadora), Ana Isabel Cunha, Diogo Romeira, Inês Gonçalves e
Mara Pereira.

Na abertura, marcaram também presença a coordenadora do Centro de
Simulação Clínica da Madeira, Regina Rodrigues, e a coordenação do ACES,
representada pela diretora de Centros de Saúde do Funchal, Zona I, Orlandina
Figueira.