Os motoristas dos transportes públicos estão em greve ao longo do dia de hoje, reclamando remunerações iguais aos que os motoristas da maior empresa de transportes auferem. São precisamente os trabalhadores da Horários do Funchal (HF) que ficam de fora da paralisação que está a ter forte afluência, sobretudo dos motoristas da Rodoeste.
Um comunicado emitido a 21 de Março último, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira (STRAMM/FECTRANS), no qual dava por encerrado o processo
de negociação da atualização salarial, com a ACIF, "após ter discutido com os seus associados
as propostas que estavam em cima da mesa, tendo sido assinado um acordo que valoriza os salários de todos". Ora, a greve de hoje é mobilizada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores, uma vez que à excepção da HF, os trabalhadores das outras empresas (Rodoeste, SAM e EAC) têm razões para estarem em greve.
"Como sempre estamos
neste processo com toda a transparência e conseguimos um acordo com ganhos de € 1.209,62 anuais por cada trabalhador,
durante a sua vigência, ou seja até 2025, que é o que os associados
do STRAMM/FECTRANS vão receber", frisava. "A administração irá aplicar os valores deste acordo a todos os trabalhadores
sindicalizados, ou não sindicalizados no STRAMM/FECTRANS, assim como do
acordo referente aos valores concernentes às médias
do trabalho
noturno e do trabalho suplementar, pelo que, para os que ainda
não são associados no nosso sindicato, são razões acrescidas
para o fazerem", referia ainda o comunicado, que conseguiu um aumento salarial acima dos 7% (+90,70 euros).
E ainda frisava que, "em primeiro lugar a direção do STRAMM tem de prestar contas aos seus associados e não temos que
alimentar campanhas de quem quer protagonismo, em torno das
justas reivindicações dos trabalhadores do sector e são os associados do STRAMM que decidirão quando se
deve avançar para a luta, ou quando se deve avançar para a
assinatura de acordos", pelo que a adesão á greve desta quarta-feira, que está a condicionar fortemente a mobilidade dos seus utentes.
refira-se que a HF tem aumentado os trabalhadores nos últimos 4 anos, enquanto os restantes motoristas das outras empresas não tiveram quaisquer aumentos negociados., inclusive exigem agora uma equiparação com os vencimentos da empresa similar, incluindo subsídio de alimentação e abono de falhas.
Recorde-se que o Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores acusou a ACIF de recusa em sentar-se á mesa das negociações.
A greve tem a duração de 24 horas e termina à meia-noite.
