A DRS promoveu as comemorações do
Dia Mundial da Saúde, dedicando uma semana de trabalhos com vários debates para
a construção participativa das melhores estratégias multissectoriais, para
melhorar a saúde e promover a qualidade de vida da nossa população.

Este ano de 2024 as comemorações
do dia estiveram subordinadas ao tema a 'Minha Saúde, meu direito', em
clara harmonia com os desafios expressos no Plano Regional de Saúde, que coloca
a saúde no centro dos processos de decisão em todos os sectores da sociedade.

Durante a semana de 8 a 12 de
Abril, no Centro Cultural Quinta Magnólia, especialistas de múltiplas áreas e
sectores, assim como representantes dos cidadãos, debateram os seguintes temas:

- A promoção da saúde...
criação de ambientes e comunidades saudáveis.

Nesta questão prevaleceu a ideia
de que, além da informação, a sensibilização e a mobilização das massas é o
maior desafio. Destacou-se o papel da comunicação e a importância do marketing
da saúde. Acerca dos ambientes e comunidades saudáveis, salientou-se a
importância de criar e tornar mais acessível as infraestruturas desportivas,
alimentos saudáveis, e atividades promotoras da saúde global.

- A prevenção da doença.

No adulto, focou-se a prevenção
desde o lazer ao contexto laboral, das doenças infeciosas, aos acidentes,
consumos de substâncias psicoativas e à doença mental.

A prevenção ao longo da vida e
das crianças como alvo e veículo da educação para a prevenção, nas quais as
abordagens devem ser integradas e não múltiplas e competitivas, de forma a não
sobrecarregar esta população, sob o risco de reverter interesse.

- A protecção da saúde,
preparação e resposta a emergências.

Desta discussão sobressaiu a
realidade de riscos crescentes, de natureza global, para os quais as ações
locais são significativas.

Para uma resposta mais rápida e
eficaz é fundamental a proteção da floresta e conservação do ambiente, a gestão
do impacto das alterações climáticas, a necessária e evidente capacitação e
consolidação da resposta a eventos críticos e, a necessidade de reforço dos
mecanismos de vigilância e alerta em saúde.

- O progresso do sistema
regional de saúde.

O sistema regional de saúde
enfrenta desafios nas respostas às necessidades de uma população envelhecida e
de uma região que se quer sustentável. O serviço público de saúde e a
complementaridade do serviço privado, o papel e expansão do espaço de intervenção
do sector farmacêutico e a necessária dinâmica, flexibilidade e articulação, no
sentido de garantir uma resposta cabal às necessidades de saúde da população.

No sector económico, destacou-se
a indissociável ligação ao setor da saúde, lançando-se o desafio de ações
concertadas, com a saúde no centro da decisão.

- O direito à saúde.

Destacaram-se as questões éticas,
as responsabilidades e o direito à saúde, quer no setor público quer no
privado, as condicionantes da área social no direito à saúde e, a perspetiva e
a visão dos beneficiários.