O número 3 da ‘Colecção Cadernos de Folclore’, dedicado
ao tema do ‘Cancioneiro Tradicional Madeirense’, foi lançado esta segunda-feira,
na reitoria da Universidade da Madeira.
O secretário regional de Turismo e Cultura,
Eduardo Jesus, presente na ocasião, realçou o “impagável” trabalhado de
investigação que foi feito em conjunto por “duas grandes instituições da
cultura madeirense” – nomeadamente a Associação de Folclore e Etnografia da
Região Autónoma da Madeira (AFERAM) e a Associação Xarabanda – e que
culminou neste volume.
A obra – que contou com o apoio do Governo
Regional, através da Secretaria Regional de Turismo e Cultura – apresenta, ao
longo das 116 páginas, 60 cantigas, com a transcrição musical e a letra dos
diversos géneros e concelhos da Madeira.
“Há que preservar a nossa memória”, sublinhou
Eduardo Jesus, salientando que é necessário preservá-la “como ela corresponde à
realidade desse mesmo momento” e não com alterações, sob pena de comprometer a
sua autenticidade.
“Essa preservação da memória é acima de
tudo a garantia de que no futuro a nossa cultura pode ser entendida como deve
ser”, sublinhou o governante com a tutela da Cultura.
Eduardo Jesus manifestou ainda que “nunca como
agora se trabalhou tanto no património imaterial”, enfatizando o contributo das
várias instituições para esse fim.
Dirigindo-se à AFERAM salientou que
associação que sistema “sistematizou o rigor que deveria de existir no folclore”,
oferecendo uma “garantia de qualidade” nos eventos “promovidos durante todo o
ano” na Região.
Numa outra nota, enalteceu a dedicação e empenho de Ricardo Caldeira, membro da AFERAM, recordando que o mesmo é um dos promotores do
projecto do Mercado Quinhentista de Machico, “que é hoje é um dos grandes
cartazes que a Cultura também pode ostentar”.
“A cultura pode ser e deve ser uma oferta da
nossa identidade”, vincou.
