O partido Chega emitiu uma nota hoje à noite, reagindo ao CDS que está em Congresso para eleger o novo líder. Os termos a seguir reportados foram divulgados pelo Chega, que diz que os centristas são um "partido do oportunismo e do tacho" que "não tem moral para falar" do Chega.
"O CDS anda perdido
no seu próprio pensamento e padece de contradições infelizes que espelham a
pequenez e o caos para o qual foi conduzido pela proximidade que, por
oportunismo e sede de poder, tanto cultivou junto do PSD-Madeira", refere. "É essa a opinião do
Chega-Madeira face à sequência de declarações que o partido centrista tem
tornado públicas e que visam, em especial, o partido liderado por Miguel
Castro. Segundo o presidente e líder parlamentar do Chega-Madeira, José Manuel
Rodrigues ainda nem tomou posse como presidente do CDS-Madeira e já se anda a
contradizer e a trazer para o seu discurso o Chega, com quem não tem qualquer
relação".
"No mesmo meio de
comunicação, de manhã, o futuro líder do CDS articula cenários de um governo
que junta PSD, CDS e Chega, mas, à tarde, já diz que o Chega é um partido irresponsável.
Claramente, a coerência não é o seu forte, mas também não é algo que nos
surpreenda, vindo de alguém que conquistou o lugar de presidente da assembleia
através da chantagem", atira Miguel Castro.
O dirigente revela
que "a agressividade demonstrada por José Manuel Rodrigues quanto ao Chega assume tons ainda maiores de total descrédito, especialmente quando o
CDS-Madeira fez questão de convidar o próprio Miguel Castro para a sessão de
encerramento, onde o líder do Chega fará questão de não marcar presença", garante.
"Não temos, nem
queremos ter, qualquer relação com o PSD, nem com o CDS. Aliás, o CDS é um
partido que vendeu os seus princípios e traiu os seus militantes em troca de
tachos. O oportunismo foi tanto que converteram as secretarias que lhes foram
dadas em centrais de emprego do próprio partido, o que revela o desrespeito que
têm pelos madeirenses. Venderam-se ao PSD e, agora, andam desesperados, à
deriva e querem atacar o Chega para ver se lhes rende votos", reforça.
Na nota de imprensa Miguel
Castro "reforça que o Chega está focado no seu caminho e em ajudar a Madeira a
virar a página na política regional, livrando-se do oportunismo, subserviência
e desespero que o CDS tanto representa", acusa. E conclui: "A nossa luta é contra a corrupção, o tachismo e o
oportunismo, conceitos que são modo de vida neste CDS, mas que nós refutamos.
Por poder, o CDS vendeu-se e traiu o seu eleitorado e os seus princípios
fundadores. Nós não lhe seguiremos exemplo e lutaremos sempre por uma Madeira
para todos, e não uma Madeira apenas para alguns e para os que se acham
espertos."

