O estudo pioneiro que nasceu no início de 2022, quando o
jornalista realizava um trabalho para o DIÁRIO, que incidia sobre uma vala
comum localizada no antigo Cemitério das Angústias (hoje Parque de Santa
Catarina), com pessoas mortas durante a revolta do leite de 1936.
Motivado pela vontade de saber mais sobre os presos daquela
revolta, Élvio Passos apercebeu-se que não havia, pelo menos que seja do
conhecimento público, trabalhos realizados sobre os presos das polícias
políticas na Madeira.
O trabalho jornalístico que motivou a ideia de escrever o
livro foi baseado nas descobertas feitas por um conjunto de investigadores
coordenados por João Lizardo, que abordado sobre o tema central da obra
concordou em avançar com mais uma investigação histórica.
Foram dois anos de intenso trabalho e inúmeras dificuldades,
que culminou com o objectivo de terminar o livro a tempo das celebrações dos 50
anos do 25 de Abril alcançado.
“A recolha de testemunhos foi muito complicada, porque muita
gente já faleceu e também, porque os que ainda estão vivos estão, eu diria,
traumatizados, porque viverem momentos traumáticos e não querem muito falar do
assunto”, referiu ao DIÁRIO.
Veja um excerto da conversa com Élvio Passos (vídeo de João Filipe Pestana):
O lançamento do livro, que ficará a cargo do antigo Procurador –
Geral da República, Cunha Rodrigues, acontece esta sexta-feira no Salão Nobre da Assembleia
Legislativa da Madeira pelas 16h.