“Todos os dias 4 mil pessoas em Portugal oferecem-se para fazer um scan da íris em troca de dinheiro”, escrevia o Expresso, num artigo publicado on-line a 29 de Fevereiro, alertando para o fenómeno, que tem gerado controvérsia a nível mundial.

Todos os dias 4 mil pessoas em Portugal oferecem-se para fazer um scan da íris em troca de dinheiro. Comissão de dados abre averiguaçãoEmpresa do criador do chat GPT distribui criptomoedas em troca de uma fotografia à íris, que é mais identificativa de uma pessoa do que a impressão digital. Em Portugal, a Worldcoin já recolheu os dados biométricos de 300 mil pessoas, que fazem fila para receber de forma rápida um valor que pode superar os 100 euros em apenas um dia. Jovens e carenciados são os mais tentadosexpresso.pt

Ainda esta semana, a Agência Espanhola de Protecção de Dados (AEPD) ordenou a suspensão da actividade da empresa cofundada pelo ‘pai’ da Open AI, empresa responsável pela criação do ChatGPT.

Entretanto, a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) revelou que está a investigar a Worldcoin, desde o ano passado, no “sentido de concluir a sua análise quanto à conformidade deste tratamento de dados com o RGPD [Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados], com vista a tomar uma decisão sobre a actuação a ter neste caso".

A DECO PROteste já veio público exigir uma intervenção “mais célere da CNPD”, apelando a uma "suspensão temporária das actividades que permitem a recolha destes dados, pelo menos, até que haja uma clarificação do processo”.

A organização de defesa dos consumidores em Portugal alerta que “está já a ser usado um grande volume de dados sensíveis obtidos de maneira questionável e num público que deveria ser protegido pela lei”, bem como a “urgência da criação de legislação específica para as criptomoedas, de modo a proteger quem recorre a este tipo de produtos”.

Mas em que consiste exactamente a Worldcoin?