Foi no recinto da Feira do Livro
do Funchal que a candidatura do Bloco de Esquerda (BE) à Assembleia da
República, pelo círculo eleitoral da Madeira, apontou a necessidade de mais investimentos
na cultura, um tema que, aponta Ricardo Brito, “tem estado arredado da campanha,
na Região”.

Falando das “eternas bandeiras”
do BE, Paulo Brito lembrou a reivindicação de 1% do Orçamento do Estado para
a área cultural, por ser “fundamental” para, por exemplo, impulsionar a
inclusão das artes na vida pública e nas escolas, proporcionando um ambiente
mais inclusivo e que estimule à cidadania e ao pensamento crítico.

O candidato bloquista apontou, também,
a importância da revisão do estatuto dos profissionais da cultura, combatendo a
precariedade laboral. De caminho, falou da necessidade de “uma melhor distribuição
das verbas do Orçamento do Estado para a Cultura, por todas as regiões do
território nacional”, incluindo, naturalmente, a Madeira.

“Aquilo que reclamamos e que o
programa do Bloco também tem como bandeira, é esta importante maior
descentralização das verbas do Orçamento da Cultura e da Direcção-geral das
Artes, pelo todo do território nacional (...) que permita , assim, trabalharmos
de igual modo e num patamar que se possa equivaler àquilo que já vai
acontecendo com as estruturas de produção artística e cultural no território
nacional”, sustentou Ricardo Brito.