O Marítimo recebe, amanhã – 18 horas no seu estádio – o CF
Os Belenenses, em partida que vai encerrar a 24ª jornada da II Liga. A
equipa de Belém vem de uma mudança de treinador – saída de Vasco Faísca e
entrada de Mariano Barreto – e apresentar-se-á nos Barreiros com um técnico que
já passou pelo Marítimo. Confrontado se esta circunstância pode ser um handicap
para os verde-rubros, Fábio Pereira considera que “normalmente quando há uma
mudança de treinador, a tendência é manter os principais princípios da equipa,
pelo menos num primeiro momento, e penso que o Belenenses não vai fugir muito à
regra”, mas admite encontrar um adversário “com uma energia nova, com jogadores
a quererem mostrar ao novo treinador que merecem jogar, e esta poderá ser a
grande diferença do Belenenses que vinha a jogar as últimas partidas”,
acrescentando ser a equipa do Restelo “uma formação organizada, que está numa
posição difícil na classificação e, ao entrarmos na recta final do campeonato,
as equipas que estão no fundo da tabela começam a dar a vida para sair dessa
posição”. De qualquer forma, “será um jogo difícil, com um Belenenses a
apresentar uma ou outra nuance implementada pelo seu treinador”, adverte.

“Independentemente da força dos adversários, temos é que
impor as nossas ideias e o nosso jogo, impor aquilo que temos vindo a
trabalhar, procurar ser mais forte que o adversário, seja ele quem for. Sabemos
as dificuldades que vamos encontrar, principalmente pela situação em que o
Belenenses se encontra, não há nenhum jogo ganho antecipadamente, pelo que
vamos procurar superar as dificuldades que vamos encontrar”, sustenta o
treinador do Marítimo.

Confrontado com a possibilidade dos ‘azuis’ de Belém se
apresentarem, em termos estratégicos, num bloco baixo, Fábio Pereira argumenta
com a necessidade “se isso acontecer, da minha equipa ser paciente e estamos
também preparados para isso, sendo que o adversário tem jogadores evoluídos
tecnicamente para jogar em transições”, pelo que dá a receita: “temos de ser
iguais a nós próprios, agressivos na perda da bola e pacientes na organização
ofensiva, e esperando pelos momentos de transição para acelerar o jogo e criar
o máximo de situações de finalização para chegar ao golo”.

A conferência tecnológica que ocupou o estádio do Marítimo
durante todo o último fim-de-semana, e que obrigou ao adiamento deste jogo com
o Belenenses, não trouxe problemas de maior ao planeamento para o embate
com os ‘azuis’ de Belém. “A semana, por causa disso, foi um bocadinho mais
longa e o micro ciclo algo diferente, mas são circunstâncias normais e que já
acontecerem noutras situações ainda há poucas semanas com outro tipo de
situações. Calhou-nos ter que adiar o jogo por dois dias, mas não vai ser por
aí que a equipa não está pronta para o jogo. Pelo contrário, a equipa está
concentrada e com espírito ambicioso e nós também estamos confiantes num bom
jogo e numa boa vitória”, sustenta o treinador do Marítimo.

“Preparados para o sprint final, pese embora o
atraso”

Com os adversários da frente a vencerem os seus jogos, e
numa altura em que o campeonato entra na recta final, e com uma distância
considerável para os lugares que dão acesso directo à I Liga, mesmo assim,
Fábio Pereira rejeita uma maior pressão para os seus jogadores. “Para nós a
pressão é sempre a mesma. Preparamos a equipa para ganhar, olhamos muito para o
nosso percurso, sabendo o caminho que temos de percorrer, os obstáculos que
teremos pela frente, e sinto a equipa muito confiante. Não olhamos para a
tabela classificativa, chegamos cá já com esse atraso e sabemos que
agora, neste sprint final, é que tudo se vai decidir. Queremos estar preparados
e ser fortes o suficiente para concretizar o nosso objectivo”, sublinha o
treinador maritimista.