A
notícia de que a coligação Confiança ameaça com uma auditoria à
Sociohabitafunchal, na sequência de um legítimo contrato-programa celebrado
para 2024, entre a Câmara Municipal do Funchal e esta empresa municipal,
aprovado na última Reunião de Câmara, "é não só risível como até ridícula, já
que não passa de puro oportunismo político, que revela bem o desnorte que,
desde Outubro de 2021, rege as acções políticas do anterior executivo
municipal".

"Assim
sendo, tendo em conta que o principal objectivo do contrato-programa agora
aprovado visa ajudar as famílias inquilinas do Município do Funchal, cujos
parcos recursos económicos e financeiros são públicos, a que acresce o
importante trabalho social que é efectuado nos complexos habitacionais do
Funchal, urge denunciar publicamente a atitude da coligação Confiança de lançar
falsas suspeitas e infundadas acusações sobre o actual executivo, atacando o
apoio agora atribuído àqueles que verdadeiramente necessitam", refere a autarquia funchalense através de uma nota de imprensa.

"Até
porque, no que diz respeito às empresas municipais (Sociohabitafunchal e Frente
Mar Funchal), é gritante a falta de memória da autêntica catástrofe que pautou
a sua gestão pelo anterior executivo, como foi então noticiado, ao ponto de até
haver um administrador que nem comparecia na empresa, embora continuasse a
usufruir do seu salário como alto dignitário da mesma", acrescenta.

Já
no que se refere à Frente Mar Funchal, enquanto exemplo da péssima gestão das
empresas municipais do anterior executivo municipal, saliente-se que o actual
executivo da CMF teve, em 2021, de assegurar os salários desta empresa
municipal, através de uma injecção financeira de cerca de um milhão de euros".
— Câmara Municipal do Funchal
É
igualmente de recordar que esta empresa terminou o ano de 2020 com um prejuízo
de 1,7 milhões de euros e que, inclusivamente, a anterior vereação queria
encerrá-la, colocando em risco as dezenas de postos de trabalhos".
— Câmara Municipal do Funchal

"Com
a actual vereação e com uma gestão rigorosa e transparente, a Frente MarFunchal
não só deixou de ter funcionários que recebiam o salário sem comparecer no
local de trabalho, como passou a dar lucro", sustenta a mesma nota.

E prossegue: "Posto
este extenso rol de exemplos de uma gestão caótica, o gabinete da presidência
da CMF termina este esclarecimento lembrando que, em matéria de empresas
municipais, o anterior executivo foi calamitoso, sendo que a actual reacção da
Confiança só pode ter na base um puro juízo de oportunismo político, que se
condena".

Por
fim, não deixa de ser bizarro, na verdade até irracional, o sentido de voto
contra, pela Confiança, na última Reunião de Câmara quando, nos anos anteriores
– 2021/2022/2023 – votaram sempre favoravelmente à elaboração do
contrato-programa, cujos objetivos permanecem os mesmos, isto é, ajudar as
famílias funchalenses que vivem nos complexos habitacionais municipais".
— Câmara Municipal do Funchal

A CMF garante aos funchalenses "que não
teme ameaças e intimidações da Confiança".

Estas não nos irão demover do
nosso trajecto, nem tão pouco nos vão amedrontar, dado que estaremos sempre com
as famílias que mais necessitam do nosso apoio".
— Câmara Municipal do Funchal