O Nacional recebe amanhã, 14h00, o Lank Vilaverdense,
encontro relativo à 21.ª da II Liga. Apesar de defrontar o antepenúltimo
classificado na tabela classificativa- 20 pontos separam as duas equipas-, o
treinador do Nacional, Tiago Margarido, não espera facilidades, muito pelo
contrário.

“Será um jogo difícil. A expectativa das pessoas é que, como
o Nacional está na parte superior da tabela e o Lank nas posições de descida,
nós somos claramente favoritos. Contudo,
eu gostava de alertar aqui que será um jogo muito perigoso, um jogo onde
teremos muitas dificuldades visto que o Lank está em crescimento, tem um
processo muito interessante, uma equipa muito bem orientada. Nas últimas quatro
jornadas só o Santa Clara conseguiu fazer mais pontos que eles. O Santa Clara
fez dez e o Lank sete. Isso demonstra bem a evolução da equipa. Se o Lank
continuar nesta onda de crescimento vai certamente acabar a meio da tabela.
Será, por isso, um jogo em que temos que ter muita cautela.”

Sem competir há duas semanas – o jogo com o Leixões foi adiado
para o dia 28 devido a falta de policiamento-, o técnico dos alvinegros viu
aspectos positivos e negativos nesta paragem forçada.

“Foi uma semana atípica pois não tivemos a possibilidade de
competir na última jornada. Temos, no entanto, que analisar essa dificuldade
num factor positivo de descansarmos mais, de termos mais tempo para preparar o
jogo com o Lank Vilaverdense. Obviamente que queríamos ter jogado, mas já que
não jogámos tentámos aproveitar essa infelicidade para reverter algo a nosso favor.
Foi uma semana calma, que conseguimos treinar bem, treinar o pormenor e, por
isso, estamos mais preparados para aquilo que será o nosso próximo embate. O cenário
ideal para uma equipa que tem que viajar tanto como nós é jogar semana a semana.
Isso não vai ser possível pois teremos que jogar a meio da semana. Obviamente
que isso não nos beneficia, mas temos que ter capacidade para dar resposta a essa
dificuldade.”

A finalizar, o treinador do Nacional voltou a fazer um pelo
aos adeptos.

“Os adeptos são o nosso 12.º jogador. Têm sido uma força enorme
que vem de fora e que nos empurra para as vitórias e a prova disso foi aqui no
jogo com o Torreense.”