A coligação 'Madeira Primeir' alertou, esta quinta-feira, no fim da reunião estabelecida com a
Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, para a necessidade do Governo
da República cumprir com a construção e requalificação das Esquadras da PSP e
da GNR há muito prometidas, assegurando, em simultâneo, que mais profissionais
possam ingressar nos quadros e tenham condições dignas para o exercício dos
seus diferentes papéis a favor da segurança da população madeirense.

Percebemos, conforme consta
do nosso Manifesto, que tem existido uma falta tremenda por parte da República
na construção e requalificação das Esquadras da PSP e da GNR, ao ponto de
estarmos na iminência de se encerrarem Esquadras em Santa Cruz, Machico e Porto
Santo por falta de condições. Em causa, estão projectos que existem há anos e
que não passam do papel, por isso a prioridade da coligação é fazer
com que, do papel, se consiga obter obra
— Paula Margarido, candidata do PSD

Paula Margarido esclareceu ainda que, se nada for feito a este
nível, e se não houver uma aposta na atractividade destas carreiras,
designadamente junto dos mais jovens, "a Região corre o sério risco de sofrer
uma redução destes efectivos na ordem dos 28%, até 2030”, disse, ainda, a
candidata, frisando que esta reivindicação já foi assumida pelos parlamentares
do PSD-Madeira na República, num trabalho que é para continuar, “para que não
tenhamos Esquadras encerradas e, consequentemente, uma redução da segurança na
nossa Região, por motivo imputável única e exclusivamente ao Governo da
República”.

Paula Margarido que, a este
propósito, garantiu, igualmente, que a candidatura que integra irá trabalhar
para que o Governo da República atribua, finalmente, o Subsídio de Insularidade
que lhe compete a estes profissionais, reforçando, assim, as condições de
trabalho e lembrou que, a par do Governo Regional – que continua a suportar
muitas das despesas de subsistemas de saúde dos agentes da PSP e GNR – também
as Câmaras Municipais têm tentado ajudar, “mas a responsabilidade é da
República e é a República que tem de cumprir”.

A rematar, a candidata
lembrou que todos os deputados eleitos pela Madeira deviam estar alinhados na
defesa intransigente dos interesses da Região, "o que não sucedeu nos últimos
anos, com o PSD-Madeira a assumir, sozinho, esse papel", e admitiu que, se a 10 de Março, os Portugueses escolherem um Governo PSD/CDS/PPM para o País será,
certamente, mais fácil que estes e outros compromissos com a Região venham a
ser respeitados.