O 'stock' do parque habitacional português "disponível para arrendar no 4.º trimestre de 2023 subiu 55%, face ao que estava disponível no mesmo período de
2022, segundo um estudo do idealista, o principal Marketplace imobiliário do
sul da Europa", mas na Madeira, mais precisamente no Funchal que é o principal 'motor' deste mercado, o número de casas disponíveis para arrendar baixou 8% face ao mesmo período de 2022, o mesmo acontecendo em toda a ilha da Madeira (-2%).
Citado na nota de imprensa, Ruben Marques, porta-voz do idealista, realça que "algumas medidas
implementadas na habitação parecem estar a impactar o mercado de arrendamento,
com um aumento significativo na oferta de casas para arrendar em Portugal. As
restrições no Alojamento Local, o fim do regime de Residentes Não Habituais
(RNH) e a redução de impostos sobre as rendas podem também estar a contribuir
para um reforço da disponibilidade de imóveis no mercado. No entanto, apesar do
atual aumento na oferta, os preços continuam elevados e fora do alcance da
maioria dos portugueses". Aliás, nesse sentido parece que o mercado regional segue tendência oposta, menos no preço, que aumentou 4,8%, como recentemente a mesma Idealista divulgou.
"A
oferta de habitação disponível para arrendar Portugal subiu em 15 capitais de
distrito no último ano. A liderar a lista encontra-se o Viseu (115%), Porto
(113%), Braga (85%), Lisboa (63%), Castelo Branco (53%) e Guarda (50%) como as
capitais de distrito onde “stock” para arrendar casa mais aumentou. Seguem-se
Setúbal (49%), Viana do Castelo (46%), Portalegre (40%), Santarém (39%), Aveiro
(37%), Coimbra (35%), Leiria (32%), Évora (22%) e Vila Real (18%)", refere, sendo que do lado das perdas, "Bragança, foi a cidade onde mais diminuiu a oferta (-16%), seguida
por Ponta Delgada (-13%), Funchal (-8%) e Faro (-1%), sendo as únicas cidades
analisadas onde o 'stock' desceu".

Contudo, no que toca à oferta de casas para arrendar nos últimos 12 meses, "o Porto liderou, com um impressionante crescimento de 82%. Seguiram-se os distritos de
Braga (80%), Viseu (63%), Leiria (61%), Lisboa (56%), Castelo Branco (51%) e
Viana do Castelo (50%). Com aumentos inferiores a 50%, estão Aveiro (47%),
Coimbra (38%), Setúbal (37%), Faro (37%), Santarém (31%) e Évora (26%)", mas também aqui "registaram-se descidas no número de casas para arrendar na Guarda
(-15%), ilha de São Miguel (-9%), Vila Real (-4%), Bragança (-4%), Portalegre
(-3%) e ilha da Madeira (-2%).


