Sara André, antiga deputada do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira, recorreu às redes sociais para denunciar um alegado "problema nos telefones do PSD Madeira", que está a impedir os militantes de regularizar as suas quotas a tempo de poder votar nas eleições internas do partido, agendadas para 21 de Março.
"Ninguém atende e há militantes de vários pontos da ilha a quererem obter as suas referências para pagamento de quotas, caso contrário as suas subscrições não contam. Alguém pode fazer o favor de ligar para alguém, para resolver esta questão?", escreveu a social-democrata na sua página de Facebook.
"Não acredito que seja de propósito... Deve ser só uma avaria... certo?", acrescentou.
O DIÁRIO tentou confirmar a existência de constrangimentos, ligando para a sede do PSD-M, tendo constatado que o mesmo número encontrava-se fora de serviço.
Refira-se ainda que a regularização das quotas pode ser feita até 8 de Março.
Sara Medeiros André fez parte do grupo de trabalho para a Juventude da candidatura de João Cunha e Silva nas internas ganhas por Miguel Albuquerque e tem-se assumido como uma das vozes críticas no seio partido à actual liderança do PSD.
Em 21 de Fevereiro, o Conselho Regional do PSD/Madeira indicou que as eleições diretas vão realizar-se em 21 de Março e o congresso regional em 20 e 21 de Abril.
"O objetivo desta marcação deveu-se à mudança de circunstância política", explicou na altura o presidente daquele órgão, João Cunha e Silva, adiantado que "esta mudança espera pela decisão do Presidente da República".
João Cunha e Silva garantiu também que o PSD está preparado para a possibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa chamar o presidente do partido para formar novo Governo Regional, com base na actual maioria parlamentar PSD/CDS-PP/PAN, ou para o caso de convocar eleições antecipadas na região autónoma.
Miguel Albuquerque, que lidera o PSD/Madeira desde Dezembro de 2014, quando sucedeu a Alberto João Jardim, já entregou a sua candidatura às eleições internas do partido, agendadas para 21 de Março, e assegurou que não se sente fragilizado por ser arguido um processo sobre suspeitas de corrupção e vê como "positiva" eventual candidatura de Manuel António Correia à liderança do PSD Madeira, isto a um dia do prazo limite para a entrega das listas.

