Sem menosprezar a importância dos apoios que foram transferidos pelo Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) porque, além do mais,
representam "ajudas importantes" que os agricultores já aguardavam desde o
passado mês de Novembro, a candidatura 'Madeira Primeiro' (PSD/CDS) defendeu, este domingo, um
sistema “com menos burocracia e maior capacidade de agilização dos
procedimentos que garantem, efectivamente, estas ajudas”, sob pena de colocar a
produção e o rendimento de milhares de famílias madeirenses em causa.
A posição foi tomada à margem
de uma visita ao Santo da Serra, onde o candidato Bruno Sousa criticou o facto
destes pagamentos terem sido atrasados, "ao que foi veiculado, por causa de não
ter sido lançada, atempadamente, uma plataforma de candidatura a estes
auxílios, pelo Ministério da Agricultura".
“Aquilo que nos viemos aqui
defender é menos burocracia em todo este processo, para que, efectivamente, se
possam garantir todos estes apoios que são fundamentais para os nossos agricultores e, consequentemente, para milhares de famílias madeirenses que dependem
deste sector”, frisou, vincando que deixar mais de 11 mil agricultores meses à
espera deste dinheiro, que lhes é tão importante, "apenas por uma questão
processual exige, de facto, uma mudança para o futuro".
Lembrando que a defesa da agricultura regional é uma das
prioridades da candidatura que integra, assim como a exigência de um novo olhar
e de uma outra atenção da República para com os Agricultores da Madeira, Bruno Sousa defendeu
mais apoios do Estado nesta área, em complemento àqueles que a Região tem vindo
a assumir e garantir, não só no sentido de valorizar quem já se dedica a esta
atividade mas, também, para atrair e valorizar os Jovens Agricultores,
motivando-os para a necessária transição que se impõe a uma agricultura cada
vez mais sustentável.
Julgamos que o novo Governo
da República tem de colocar esta situação na agenda e colocar este setor num
lugar central nas suas políticas públicas, de forma a garantirmos a ajuda
àqueles que trabalham a Terra e que, por outro lado, se valorize e reconheça,
igualmente, este fator económico essencial não só para o País, mas, também,
para cada uma das Regiões Autónomas.
