O vereador da Câmara Municipal do Funchal (CMF) com pelouro da Protecção Civil, Bruno Pereira, explicou que parte do material da queda do muro, que deixou um carro soterrado ontem à noite na Rua da Quinta Calaça, já foi removido.

"Foi feita uma vistoria por parte da CMF. Nós estamos no local e já removemos parte do material e estamos a falar com o condomínio, que vai ser notificado ainda hoje sobre a necessidade de fazer a obra. Da nossa parte, tudo fizemos com celeridade para que se possa voltar à normalidade o mais rapidamente", explicou, acrescentando que já durante a manhã compareceram ao local os directores dos serviços de Obras Públicas, Serviço Municipal de Protecção Civil e a Fiscalização Municipal da CMF, bem como um empreiteiro, que estiveram a analisar o local.

"É uma situação que passa efectivamente pelo condomínio e aqui tenho de registar a abertura e correcção da empresa na forma como lidou com esta situação. Portanto, agora vamos aguardar que possam ser reunidas as condições para que a obra avance o mais rapidamente possível", frisou.

A este propósito, o autarca lembrou que a entidade privada que gera os prédios residenciais naquela localização já tinha sido notificada para a instabilidade daquele muro, tal como confirmou Inês Pereira, administradora dos Apartamentos do Mar.

"O alumiamento de terras e a parte do muro que cedeu, era uma situação que já tínhamos perfeitamente identificada, tanto é que na última Assembleia-Geral, de 30 de Janeiro, levamos um levantamento global de patologias no qual esse estava assinalado como sendo de extrema importância e urgência em preparar, porque sabíamos que estava em risco", esclareceu.

Ainda bem que não existiu qualquer dano humano, que é o mais importante para nós. Foi mesmo só uma viatura danificada, mas o condomínio tem seguro de responsabilidade civil cruzada, que já foi accionado. E, inclusivamente, a proprietária do veículo tinha muito presente que a zona estava assinalada como perigosa
— Inês Pereira, administradora do condomínio dos Apartamentos do Mar

A administradora aproveitou também para deixar claro que a localização das torres dos apartamentos está "completamente segura" e que a zona do solário e piscina apenas foram vedadas pela Protecção Civil "por precaução". Adiantou ainda que, em breve, todo o prédio será reabilitado porque está num "estado de elevada degradação, tendo em conta os anos que ele tem sem ter feito qualquer intervenção".