A coligação ‘Confiança’
na Câmara Municipal do Funchal (CMF) diz ter recebido de munícipes comunicações
que confirmam os relatos de citações pessoais emitidas pela Autoridade
Tributária para cobranças “de valores tão insignificantes como 20 euros. “Um
claro testemunho dos efeitos nefastos das políticas adoptadas pelo PSD”, acusa
a vereadora Cláudia Dias Ferreira citada em comunicado de imprensa.
A ‘Confiança’
reafirma, assim, “com profunda consternação, a sua preocupação perante as
práticas indecentes de cobrança coerciva inauguradas pela actual presidência da
autarquia, manifestada por diversas reclamações de funchalenses”.
A mesma refere
que “após as lamentáveis afirmações da actual presidente da Câmara, foram
vários os cidadãos a enviar mensagens e comprovativos a desmentir as palavras
da edil que, em vez de abordar estas questões com transparência e empatia, opta
por um estilo deselegante e mal-educado, manchando a imagem institucional da
própria câmara”.
“Os munícipes
merecem respeito e uma comunicação clara e respeitosa por parte das autoridades
locais, não sendo tratados como delinquentes”, defende a ‘Confinça’.
A mesma nota
detalha que “entre as queixas mais recorrentes dos munícipes do Funchal sobre a
actual gestão da CMF”, encontram-se: “os aumentos que se fazem sentir na
factura da água, a demora na entrega das facturas aos locais de consumo, sendo
comum chegar duas facturas no mesmo mês, a falta de notificação em caso de
atraso no pagamento com envio imediato para execução fiscal pela AT, a
inexistência de informação sobre os valores a ser cobrados e as ameaças de
penhora de bens existentes no património pessoal dos visados”.
“De acordo
com os dados fechados de 2023, a CMF cobrou aos funchalenses, em valores
brutos, 10,7 milhões de euros pelo fornecimento de água, enquanto no mesmo
período teve uma despesa bruta de 9,13 milhões de euros pela aquisição de água
em alta”, refere a mesma nota.
“Numa altura
em que muitas câmaras do país travam subidas nos preços da água, protegendo os
consumidores de maiores encargos numa altura de dificuldades socioeconómicas, o
executivo PSD na Câmara do Funchal opta por promover aumentos pelo segundo ano
consecutivo, apesar da situação financeira da compra e venda de água apresentar
uma margem anual positiva de 1,5 milhões de euros”, reforça a oposição na CMF.
“A população
do Funchal merece uma autarquia que não promova a manipulação propagandística e
recorra a práticas coercivas e desrespeitosas para com aqueles que dela
dependem”, remata.

