"O Tribunal Constitucional deu-me hoje razão (…). Espero que as pessoas
percebam agora que o que se passou não era o ressabiamento de um homem contra
uma organização, movido por qualquer interesse pessoal, como muitas vezes foi
sugerido contra a minha pessoa e contra todos aqueles que dentro do PAN têm
tido a coragem de sinalizar o estado actual do partido", afirmou Joaquim Sousa ao DIÁRIO na sequência da decisão tornada pública ao início da noite desta segunda-feira.
O Tribunal cancela todos os actos que o partido tomou contra mim e Inês Sousa
Real anunciou na comunicação social que eu ia ser suspenso e até ser expulso. Marco
Gonçalves disse exactamente a mesma coisa. Mónica Freitas disse o mesmo. E o Tribunal
agora vem dizer que isto não é assim, que há leis, que há normas, que há
regulamentos e que não é com a vontade de cada um que as coisas se fazem
Joaquim Sousa que, face a esta decisão volta a assumir-se como porta-voz regional do PAN, condena, em primeiro lugar, a actuação de Mónica Freitas perante a crise política que se vive na Madeira e exige, por outro lado, a demissão de Inês Sousa Real.
"Continuo a ser o porta-voz do PAN e a primeira coisa que digo, enquanto
porta-voz do PAN, é que a Comissão Política Regional não se revê neste ziguezague
que a deputada do partido tem tido na Assembleia Legislativa Regional, onde num
dia diz uma coisa, no dia seguinte diz seu o contrário e, no outro dia, diz o
contrário das duas que disse anteriormente", declarou Joaquim Sousa, vincando que "as pessoas que conduziram o partido nestes meses, descredibilizaram [o PAN] e traíram a confiança dos madeirenses".
Têm acontecido situações extremamente graves dentro do PAN e que, para alguém como eu, que tem uma vida dedicada à causa pública, à formação de crianças e jovens, seria completamente inconcebível ter ficado calado e ser conivente com as ilegalidades que têm sido cometidas por Inês Sousa Real e por todos aqueles que baixam a cabeça e que fazem todos os mandos e desmandos desta.
"Depois desta decisão do Tribunal Constitucional, que antecede outras que
vão considerar os estatutos do partido, mais uma vez ilegais, Inês Sousa Real só
tem um caminho a seguir: demitir-se", rematou.
