O Feirense-Nacional deste domingo, na 22.ª jornada da II Liga, ficou marcado pela arbitragem e Ricardo Baixinho, o que motivou mesmo a
presença de Rui Alves na sala de imprensa do Estádio Marcolino Castro, em Santa
Maria da Feira, após a derrota (1-2) dos alvinegros. Em causa o trabalho do
árbitro de 36 anos, filiado na Associação de Futebol de Lisboa, com destaque
para um lance em que, mesmo alertado pelo VAR, optou por não marcar grande penalidade
favorável ao Nacional, após nítida mão na bola de Tony Shimaga do interior da
área do Feirense.
“Aquilo que aconteceu hoje no
Feirense-Nacional leva-me a marcar presença neste espaço porque apesar da
postura que o Nacional tem em relação ao sector da arbitragem, procurando
colaborar no sentido do chamado do futebol positivo, com pouco ruído, não posso
deixar de ter esta intervenção”, referiu Rui Alves.
As críticas foram muitas: “Aquilo
que aconteceu hoje com a arbitragem do senhor Ricardo Baixinho foi, de facto,
muito baixinho pelo nível patenteado, condicionando praticamente todo o jogo do
Nacional, mas sobretudo num lance em que a intervenção do VAR João Pinheiro,
árbitro internacional, e de acordo com o protocolo da arbitragem, a sua
intervenção deve acontecer quando considera um erro evidente da equipa de
arbitragem, o árbitro chamado mantém a situação numa posição de flagrante
delito relativamente à penalização que deveria ter ocorrido”.
A finalizar, o presidente do
Nacional foi ainda mais longe: “Este tipo de arbitragem não dignifica o
futebol, quero pensar que foi só um dia mau, porque se quisesse pensar outro
tipo de coisa, se calhar teríamos de pedir a presença do Ministério Público
para analisar que motivações tinha este árbitro neste jogo”.

