No próximo dia 21 de Fevereiro, o Sindicato Nacional de
Motoristas e Outros Trabalhadores vai realizar um Plenário Geral de
Trabalhadores, “que irá causar perturbações aos transportes de passageiros
realizado pela Rodoeste”, avisa, em comunicado de imprensa.
“Como todos os Trabalhadores bem sabem, o SNMOT enviou à
ACIF - no passado dia 5 de Janeiro - uma proposta para a criação de um novo CCT
para o setor dos Transportes Coletivos Rodoviários de Passageiros que estivesse
em sintonia com a Lei atual.
O SNMOT também deu conhecimento dessa intenção ao Sr.
Diretor Regional da Direção Regional do Trabalho e da Ação Inspetiva (DRTAI),
na pessoa do Exmo. Sr. Dr. Savino Correia.
O SNMOT contactou posteriormente a ACIF no sentido de reunir
com esta e apresentou uma proposta de datas para a realização dessa reunião.
A ACIF deu a conhecer ao SNMOT que se encontrava
indisponível para reunir nas datas então propostas, e entendeu não apresentar
qualquer data alternativa para o efeito, mesmo após o SNMOT ter informado a
ACIF que, no caso dessa indisponibilidade se manter, o SNMOT estava mandatado
para convocar um Plenário Geral de Trabalhadores para ouvir os Trabalhadores e
discutir o caminho então a trilhar”.
No seguimento do acima exposto, continua o documento, o
SNMOT convocou um Plenário Geral de Trabalhadores a realizar no próximo dia 21
de Fevereiro das 11 horas às 14 horas, para todos os trabalhadores da RODOESTE
da área operacional, onde se encontram os Motoristas de Serviço Público e os
Trabalhadores da área Oficinal.
Ainda assim, o SNMOT entendeu marcar o Plenário para as
horas que irão causar menos incómodos aos passageiros que se fazem transportar
na RODOESTE. “O SNMOT espera que o Plenário sirva para chamar a atenção da ACIF
e da DRTAI para a necessidade urgente em se criar um CCT que salvaguarde os
Direitos de quem Trabalha, nomeadamente os remuneratórios”.
“Os Motoristas devem de se organizar e de proceder à recolha
dos autocarros em hora que possam estar presentes às 11 horas (nunca antes) no
Campo da Barca e ignorar toda e qualquer ameaça vinda de quem quer que seja. Já
houve ameaças no passado, mas os Trabalhadores souberam dar a devida resposta”,
diz ainda o SNMOT.

