"António Maçanita, os seus
vinhos, projetos e equipa (Companhia dos Profetas e Villões e Azores Wine
Company), estão de parabéns após terem sido anunciados, no passado dia 9 de Fevereiro, os que são chamados de Óscares do Vinho: Os Prémios Melhores do Ano
2023 da Revista de Vinhos", anuncia uma nota do produtor.

No caso do vinho criado e produzido em solo portosantense, o "Crosta Calcária dos Profetas
é um vinho da Companhia dos Profetas e Villões, um projeto nascido em 2020
entre António Maçanita e Nuno Faria. Este vinho provém de duas parcelas
numa zona geológica no norte da Ilha de Porto Santo, onde o perfil de calcários
fica compactado, dando aos vinhos uma mineralidade adicional, transportando-nos
para conchas do mar e uma outra dimensão de vinho. As vinhas, de 40 a 80 anos,
de condução rasteira tradicional, estão junto ao chão protegidas dos ventos
forte por caniçais ou muros de crochet", explica, em resumo.

Assim, "numa produção de um pouco
mais de 600 garrafas, as uvas foram vindimadas manualmente e vinificadas pela
primeira vez na ilha de Porto Santo", tendo uma "seleção apertada na vinha, sendo algumas
vinhas vindimadas mais do que uma vez, apanhando primeiro as mais maduras e as
restantes numa segunda colheita", acrescenta e ressalva: "Prensa direta de cacho inteiro para depósitos
de decantação sendo separadas três frações, sem qualquer uso de SO2 até ao
final da fermentação, de forma a permitir uma pré-oxidação do mosto e uma fermentação
espontânea mais plena. Os mostos fermentaram sobre borras em cubas de inox
deitadas de 250L e 500L, e em barricas de 228 L, onde ficaram em estágio total
de 11 meses."

O preço de venda ao público de uma destas garrafas ascende a 150 euros.