A capital madeirense está em segundo lugar, tanto para a compra como para o aluguer de casas, no que toca ao aumento da taxa de esforço no último ano. Contudo, de acordo com o portal imobiliário idealista.pt, no Funchal a taxa de esforço para comprar casa aumentou 15% no último trimestre de 2023 comparado ao 4.º trimestre de 2022, o mesmo ocorrendo para o arrendamento, mas no caso registando-se um aumento de 34% em um ano, colocando-se no topo tanto num como no outro segmento.
"A
percentagem do rendimento familiar necessária para enfrentar a compra ou o
arrendamento de uma habitação aumentou no último ano em praticamente todas as
capitais de distrito portuguesas, de acordo com um estudo realizado pelo
idealista que analisou as taxas de esforço do quarto trimestre de 2022 e 2023
para comprar e arrendar", começa por situar o contexto. "O esforço exigido para arrendar uma casa em Portugal
aumentou dezanove pontos percentuais (p.p.), passando de 62% no quarto
trimestre de 2022 a 81% no quarto trimestre de 2023. Já na compra de casa, a
taxa de esforço nacional aumentou 14 pontos, passando de 57% para 71% desde Dezembro de 2022", sinaliza em termos nacionais.
Taxa
de esforço no arrendamento é de 89%
Assim, "das
20 cidades analisadas, foi em Faro onde a taxa de esforço para arrendar uma
casa mais aumentou no último ano, passando de 58% no quarto trimestre de 2022
para 87% no mesmo período de 2023, aumentando 29 p.p.", sendo certo que na capital madeirense essa taxa de esforço é de 89%, a única acima da média das cidades analisadas, tendo aumentado15 pontos percentuais (era de 74% no final de 2022).
"Entre os maiores aumentos
das taxas de esforço para arrendar a casa no último ano está ainda Funchal (15
p.p.), Lisboa (13 p.p.), Évora (13 p.p.), Porto (13 p.p.), Setúbal (11 p.p.),
Aveiro (8 p.p.), Leiria (8 p.p.), Viseu (7 p.p.), Portalegre (7 p.p.), Braga (7
p.p.), Santarém (6 p.p.), Castelo Branco (6 p.p.) e Ponta Delgada (6 p.p.).
Seguem-se Bragança (5 p.p.), Coimbra (5 p.p.), Vila Real (3 p.p.), Beja (1
p.p.) e Viana do Castelo (1 p.p.). Guarda (-3 p.p.) é a única cidade analisada
onde a taxa de esforço diminuiu", esclarece.
Por isso, "Funchal
é a cidade que requer o maior esforço por parte das famílias para arrendar uma
casa, sendo necessário destinar 89% dos seus rendimentos. Segue-se Faro (87%),
Lisboa (87%), Porto (76%), Évora (63%), Setúbal (62%), Aveiro (58%), Braga
(54%), Santarém (51%), Ponta Delgada (50%), Leiria (48%), Viana do Castelo
(47%), Viseu (44%), Beja (43%), Coimbra (42%) e Vila Real (41%). Já
as cidades onde as rendas da casa pesam menos nos rendimentos familiares são
Portalegre (33%), Guarda (35%), Castelo Branco (36%) e Bragança (38%). De
referir que todas as capitais de distrito, com a exceção de Portalegre,
apresentaram taxas de esforço superiores ao recomendado, de 33%", acrescenta.
Taxa
de esforço para comprar casa supera 100%
No que toca à "percentagem de rendimentos que as famílias devem destinar para comprar uma
casa, aumentou em todas as capitais de distrito num ano, com exceção de Vila
Real, onde passou de 37% no quarto trimestre de 2022 a 36% no mesmo período de
2023, diminuindo 1 p.p.", realça o Idealista.
"Por
outro lado, foi em Faro onde a taxa de esforço mais aumentou, passando de 69% a
107%, originando um aumento de 38 p.p. Seguem-se os aumentos da taxa de esforço
no Funchal (34 p.p.), Lisboa (22 p.p.), Leiria (20 p.p.), Viana do Castelo (19
p.p.), Viseu (13 p.p.), Porto (13 p.p.), Coimbra (12 p.p.), Bragança (11 p.p.),
Ponta Delgada (11 p.p.), Santarém (10 p.p.), Aveiro (10 p.p.) e Braga (10
p.p.). As cidades onde a taxa menos cresceu entre estes dois momentos foram
Beja (2 p.p.), Portalegre (4 p.p.), Guarda (5 p.p.), Castelo Branco (6 p.p.),
Setúbal (7 p.p.) e Évora (8%)", assegura.
Assim sendo, "no
final de 2023, a cidade com a maior taxa de esforço para comprar casa foi o
Funchal (113%), seguido por Faro (107%), Lisboa (101%), Porto (81%), Aveiro
(71%), Viana do Castelo (64%), Braga (62%), Ponta Delgada (61%), Leiria (58%),
Évora (51%), Viseu (49%), Coimbra (48%), Setúbal (46%) e Vila Real (36%)". Há um ano, na capital madeirense a taxa de esforço para comprar casa já era de 79%, e já era a mais alta.
"Por outro lado, verifica-se que há seis capitais
de distrito onde é possível comprar casa com uma taxa de esforço igual ou
inferior à recomendada de 33% (em que a prestação da casa pesa menos de um
terço do rendimento disponível da família): Santarém (33%), Bragança (31%),
Beja (24%), Castelo Branco (22%), Portalegre (18%) e Guarda (17%)", conclui.
Refira-se que o rendimento líquido do agregado familiar no Funchal ascende a 17.878 euros, situando-se no 7.º lugar entre os mais altos, acima da tabela que é liderada por Lisboa, com 22.533 euros e há um ano partilhava com o Funchal as mesmas taxas de esforço para comprar e alugar casa (74% e 79%, respectivamente).
