Decorreu ontem a 2.ª reunião
formal com a ACIF para a construção de um novo CCT para o sector dos
Transportes Colectivos Rodoviários de Passageiros, reunião essa que contou com
a presença do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores - SNMOT
e do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da
Madeira - STRAMM.
Numa nota enviada a imprensa, o
SNMOT fez saber que interpelou a ACIF por variadíssimas vezes, no sentido de
saber qual a proposta que tinha para apresentar – ainda que inicial – para
efeitos de actualização salarial, ao que a ACIF se escusou a fazê-lo.
“O SNMOT perguntou ainda à ACIF
de que forma estaria disponível para proceder às actualizações salariais, se
pretendia apresentar uma proposta nominal ou percentual para esse efeito. Nem a
isto a ACIF conseguiu responder. O SNMOT também perguntou à ACIF se as rubricas
de expressão pecuniária estavam ou não indexadas à Tabela Salarial. Tendo a
ACIF respondido de forma errática”, refere.
Dada a ausência de resposta, o
Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores disse concluir que a
ACIF não sabe qual o impacto na massa salarial da sua própria proposta e também
não conseguiu dizer qual o impacto na massa salarial das propostas então
apresentadas pelos Sindicatos.
“Ou seja, deu a entender que não
estava preparada para essa reunião”, uma vez que deveria de ter apresentado aos
Trabalhadores um valor inicial de actualizações salariais para 2025, para
compensar a pedra do poder de compra pelas ausências de actualizações salariais
nos últimos anos.
Face a tudo isto, o SNMOT lembra
que caso a ACIF não envie aos Sindicatos (SNMOT e STRAMM) dentro de 15 dias uma
proposta de datas para a realização da próxima reunião e caso não exista
qualquer proposta considerada como positiva nas negociações, os Trabalhadores
irão ser chamados (mais uma vez) a se pronunciarem.

