Foi uma longa conferência de imprensa de Rui
Duarte, na abordagem do jogo do Marítimo, amanhã, com a UD Oliveirense. Uma
conferência na qual o treinador maritimista pediu a união de todos,
nomeadamente dos sócios, criticando a comunicação social nas criticas que tem
feito à equipa. "Apenas estão a ver o meio copo vazio", considerou.

De resto, ficou patente que o Marítimo tem agora
um objectivo mínimo, que é chegar ao terceiro lugar que dá acesso ao play-off
de subida de divisão. "Quando as coisas não acontecem e sofremos um golo e
não sentimos o calor do nosso lado, os jogadores sentem muito e, óbviamente,
que isso depois vira-se contra nós. E o que queremos é justamente o contrário,
ou seja, que as coisas funcionem e que haja essa sinergia entre os nossos
adeptos e a equipa. Mas tudo isto tem a ver com a confiança, com o momento, com
aquilo que muitas vezes escrevem sobre nós e, isto não é uma crítica, mas a
comunicação social tem a tendência de olhar muito para o copo meio vazio, nunca
olhando para o copo meio cheio. Quem está deste lado quer o melhor para a
equipa e quer o melhor para o clube, retribuindo aos adeptos a presença deles
no estádio e o carinho que nos dão. Este
é um clube grande e com adeptos especiais, mas que os nossos adeptos apoiem a
equipa e, no fim, se as coisas correrem mal, se virem contra o treinador, pois
estou cá para dar a cara", sustenta o treinador maritimista.

Neste contexto, Rui Duarte, admitindo estar o
Marítimo "muito longe do que eram as expectativas iniciais", contudo,
assegura que "a equipa quer caminhar para corresponder às expectativas de
todos, ganhando a confiança que necessita e espero que o jogo com a UD
Oliveirense seja um passo em frente".

Quando confrontado estar o Marítimo muito longe
dos lugares que dão acesso à subida de divisão, Rui Duarte ataca com a
possibilidade da equipa chegar ao terceiro lugar, que dá acesso ao play-off de
subida e manutenção. "Estamos apenas a 6 pontos do play-off e acreditamos
que podemos ganhar os próximos jogos e, desse modo, aproximarmo-nos do terceiro
lugar. Neste momento, e embora seja um objectivo, não direi redutor para aquilo
que eram as expectativas inicais, mas sim o minímo que pode realmente dar
acesso à subida", desenvolve com alguma critica.

"A
Oliveirense não será favas contadas"

Sobre a UD Oliveirense, o treinador maritimista
alerta que "por ser o último classificado não vamos ganhar com um estalar
de dedos", pois "trata-se de um adversário competente e que tem
perdido os seus jogos por um golo e, ainda agora em Viseu, fez a vida negra ao
Académico e só por acaso não ganhou".

"Os adeptos não podem pensar que este jogo
serão favas contadas. Os jogadores estão avisados e, por isso, espero um jogo
dificil, para o que trabalhamos bem nestas duas semanas de trabalho",
sublinha.

Confrontado se vai atacar o tal "objectivo
minímo" com este plantel, que não foi por ele construido, ou se chegarão
reforços, Rui Duarte considerou não ser este "o timing certo" para
falar disso, pois "o nosso foco é o jogo com a Oliveirense", mas
confessa que já falou das fragilidades do plantel em anteriores conferências de
imprensa.

"Para o que quero para o Marítimo, há
jogadores que não têm o perfil certo, o que também se tem reflectido nos
resultados, mas acredito que com jogadores com perfil diferente possamos ser
mais fortes. E isso vai acontecer natutralmente, as coisas estão a ser
trabalhadas, mas agora o foco é apenas a Oliveirense e, para tanto, acreditamos
muito no que fazemos", conclui.