O PS-M manifesta o seu "mais profundo pesar" pelo falecimento de
António Loja, antigo deputado socialista e professor, tendo dado entrada na
Assembleia Legislativa a um voto de pesar onde enaltece a “figura incontornável
e marcante da política madeirense, unanimemente reconhecido pela sua postura
democrática e pelo seu afinco na defesa das liberdades”.
Nascido no Funchal em
1934, ao longo da sua vida António Loja destacou-se nas diferentes vertentes e
causas que abraçou. Foi opositor ao Estado Novo e, nas primeiras horas após o
25 de Abril, envolveu-se na luta pela Democracia, que se confundiu com a construção
da Autonomia Regional, prosseguindo, em paralelo, a sua carreira de professor e
escritor.
Após ter cumprido o
serviço militar, António Loja regressou à Madeira, tendo iniciado a sua
participação política na luta contra a ditadura. No ano de 1969, foi signatário
da 'Carta a um Governador' e candidatou-se à Assembleia Nacional na lista de
Oposição Democrática pelo círculo do Funchal. Após o 25 de Abril, foi nomeado
presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral, cargo do qual se demitiu
em 1975, por entender que a ocupação deste cargo deveria resultar da
legitimidade de uma eleição.
Além da carreira de
professor do ensino secundário na Escola Industrial, que António Loja exerceu
entre os anos de 1972 e 2000, o presidente do PS-Madeira releva também o seu
“percurso assinalável na vida política”, lembrando o facto de ter sido eleito deputado
do PS-M à Assembleia da República, entre 1976 e 1979, e à Assembleia
Legislativa Regional, entre 1980 e 1984, “mandatos nos quais defendeu, de forma
inabalável, os valores democráticos e da liberdade e pugnou pelos interesses
dos madeirenses”.
Os socialistas
destacam também o facto de, numa fase posterior, ainda que afastado da vida
política ativa, António Loja ter mantido uma participação cívica “assinalável e
consistente, denunciando os atropelos à democracia”, e relevam, ainda, o seu
percurso como escritor, com a publicação de várias obras de investigação
histórica e de ficção.
Neste momento, o
PS-Madeira presta homenagem à vida e obra de António Loja, reconhecendo “o
impacto político, cívico, cultural e social que deixou em tantas pessoas e o
tanto que contribuiu para moldar e ajudar a amadurecer e consolidar a Autonomia
da Madeira”.
“Que
o exemplo de António Loja continue a inspirar os que defendem uma Madeira mais
livre, democrática, justa e solidária”, manifesta o líder do PS-M, Paulo Cafôfo, endereçando
as mais sentidas condolências aos seus familiares e amigos.