“Está tudo por decidir e tudo é possível”, é a primeira
conclusão de Paulo Cafôfo à sondagem da Aximage para o DIÁRIO e TSF-M que faz
manchete na edição impressa do DIÁRIO de Notícias da Madeira, desta terça-feira,
10 de Dezembro, tendo em conta também as “margens de erro e muitas pessoas não
sabem ou não respondem”.
Para o líder do PS Madeira “uma coisa certa: os madeirenses
e porto-santenses não podem, enquanto comunidade, enquanto sociedade, não podem
tomar as mesmas decisões e esperar que os resultados sejam completamente diferentes”,
adverte.
Defensor que a Madeira precisa de uma mudança, o líder regional
do Partido Socialista promete tudo fazer “para conquistar a confiança dos
madeirenses e mostrar que podemos e sabemos fazer diferente e fazer melhor. E
para isso vamos continuar a trabalhar muito junto das pessoas, com muita
humildade e com toda a proximidade”.
Paulo Cafôfo sustenta ser claro também “para a generalidade
dos madeirenses, que quem provocou a instabilidade a as prováveis novas
eleições, quem provocou essa instabilidade foi quem disse e assegurou que
garantiria estabilidade, mas fez do seu contrário, por isso Miguel Albuquerque
e o Chega, não podem ser premiados nestas eleições. Nós já vimos que o Miguel
Albuquerque é o foco de instabilidade e que, com o PSD, a estabilidade nunca
será possível”, avisa.
Razão para em jeito de alerta ao eleitorado, concluir que
“continuar a insistir em Miguel Albuquerque, é continuar a insistir na
instabilidade. O governo do PSD e de Miguel Albuquerque já demonstrou que,
enquanto estiver à frente dos comandos da região, a Madeira não vai mudar, não
vai evoluir e os problemas estruturais das pessoas e da região vão continuar a
não ser resolvidos”.
Reconhece que “temos tido demasiadas eleições em tão curto
espaço de tempo, mas para construir uma solução governativa que assegure estabilidade,
a mim parece-me só com novas eleições e, nestas eleições, o voto tem que ser
dado a quem pode e quer a mudança, como é o caso do Partido Socialista”, aponta.
Aproveita para também reafirmar estar disponível “para
construir uma solução de governação que seja estável, assim queiram também
outros partidos políticos da oposição juntar-se ao PS”.
Paulo Cafôfo vai mais longe no apelo à convergência da
oposição, ao declarar que “qualquer dirigente político que tenha responsabilidade,
que seja responsável, irá perceber que serão necessários acordos se não
quisermos que o PSD continue a governar. As pessoas esperam de nós, líderes
partidários da oposição, que nos entendamos para poderem essas pessoas, as
nossas pessoas, terem esperança e confiarem em nós. E não pode haver esperança
se apenas quisermos derrubar o PSD. Temos de ser capazes de ter aquilo que
chamo de maturidade política e de não olharmos apenas para o nosso umbigo, mas
olharmos para os olhos das pessoas que precisam de nós e dos nossos partidos. E
por isso considero que temos de agregar e convergir, temos de somar e não
dividir, porque juntos, nós, partidos da oposição, seremos mais fortes e juntos
teremos a capacidade de criar um mundo de esperança e é isso que os madeirense
e porto-santenses esperam de nós”, conclui.

